A deputada federal Caroline De Toni (PL) deve deixar o partido para concorrer ao Senado por outra sigla. A decisão teria sido comunicada ao presidente nacional da sigla, Valdemar Costa Neto, nesta quarta-feira (4), após reunião em Brasília, com a presença do governador Jorginho Mello. O partido Novo é o destino mais provável da parlamentar.
O movimento ganhou força após Valdemar tentar convencer a parlamentar a disputar a reeleição à Câmara dos Deputados ou integrar uma chapa majoritária como candidata a vice-governadora de Jorginho Mello.
A estratégia do presidente nacional do PL teria como objetivo acomodar a pré-candidatura ao Senado de Carlos Bolsonaro (PL).
O veto ao nome de Carol De Toni teria sido motivado por um acordo firmado entre o PL e a federação União Progressista, que inclui a pré-candidatura à reeleição do senador Esperidião Amin (PP) na aliança com Carlos Bolsonaro.
Se o PL lançar a dupla e isolar Amin, a federação, através do coordenador estadual, deputado Fábio Schiochet (União) já havia indicado que poderia se afastar de Mello e passar o apoio político ao pré-candidato ao governo João Rodrigues (PSD).
Diante desse cenário, De Toni passou a ser procurada por outras legendas e foi convidada pelo Novo para disputar uma vaga ao Senado. Além disso, também teria recebido sondagens de Avante, Podemos, PRD, MDB e PSD.