O anúncio da construção de uma nova fábrica da WEG dedicada à produção de sistemas de armazenamento de energia em baterias, em Itajaí, é mais do que a expansão de uma planta industrial. Trata-se de um sinal claro de que Santa Catarina e o Brasil estão assumindo um papel estratégico na corrida global por soluções energéticas mais limpas, seguras e eficientes.
Com investimento robusto, apoio de linhas públicas voltadas à inovação e previsão de gerar empregos qualificados, o projeto revela a força de um modelo que combina indústria, pesquisa, tecnologia e visão de longo prazo. Em um cenário mundial marcado pela busca por descarbonização e maior autonomia energética, apostar em infraestrutura produtiva de alto valor agregado é apostar no desenvolvimento sustentável.
Os sistemas de armazenamento de energia em baterias são peças-chave para o futuro do setor elétrico. Eles dão estabilidade às redes, ampliam o aproveitamento de fontes renováveis e reduzem a vulnerabilidade a oscilações de oferta. Ao internalizar essa produção, o Brasil não apenas diminui sua dependência tecnológica externa, como também fortalece sua posição como fornecedor de soluções avançadas para o mercado global.
Outro aspecto relevante é a presença de um laboratório dedicado a testes e desenvolvimento dentro do complexo. Isso evidencia que a indústria moderna não se limita a fabricar: ela cria, valida, aprimora e inova continuamente. É esse ecossistema que sustenta competitividade, gera conhecimento e forma profissionais capacitados.
Para Santa Catarina, o impacto é direto. Mais empregos, maior arrecadação, atração de fornecedores e consolidação do estado como polo tecnológico-industrial. Para o País, o significado é ainda maior: mostra que é possível alinhar crescimento econômico com responsabilidade ambiental.
Em tempos em que o debate sobre energia costuma girar em torno de custos e crises, iniciativas como essa lembram que o caminho mais sólido passa pelo investimento em inteligência, tecnologia e planejamento. O futuro energético não se improvisa. Ele se constrói — e, neste caso, começa a ser construído agora, em solo catarinense.