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A cruel morte de Orelha e o limite que a sociedade não pode ultrapassar

Por: Antídio Aleixo Lunelli

31/01/2026 - 06:01

Hoje, não vamos falar de política, nem de economia, porque, assim como você que lê esse artigo, eu também fiquei profundamente abalado ao tomar conhecimento do assassinato brutal do cachorro Orelha, ocorrido em Florianópolis. Um crime marcado por extrema crueldade, cometido por jovens que tiveram oportunidades, acesso e conforto, mas demonstraram uma ausência assustadora de valores básicos.

Sou um homem criado na roça. Cresci convivendo com animais, com a terra, com a natureza. Quem vem do campo aprende cedo que a vida deve ser respeitada, que a natureza é sagrada e que os animais fazem parte da nossa história cotidiana. Por isso, a morte de Orelha não é apenas uma notícia policial. É um choque profundo, humano e moral.

O que aconteceu não pode ser relativizado como erro juvenil. Trata-se de violência real, contra um ser indefeso, praticada com frieza. Quando alguém é capaz de tamanha crueldade, algo muito sério está errado na formação dessa pessoa.

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Ao mesmo tempo, chamou atenção — de forma positiva — a reação da sociedade. Milhares de brasileiros se mobilizaram, pediram justiça, cobraram punição e deixaram claro que não compactuam com esse tipo de barbárie. Essa indignação coletiva mostra que a maioria da população ainda sabe diferenciar o certo do errado e não aceita que a violência seja normalizada.

Punir não é vingança. Punir é educar. É deixar claro que toda ação tem consequência. A violência contra animais é crime previsto em lei e deve ser tratada com a seriedade que o caso exige, independentemente de quem sejam os envolvidos.

Outro ponto que causa preocupação é a sensação de que, para alguns, privilégios e posição social poderiam servir como escudo contra a responsabilidade. Isso é inaceitável. A lei precisa valer para todos. Valores como respeito, empatia e responsabilidade não são ideológicos. São fundamentos de qualquer sociedade civilizada. Quando esses valores falham, o resultado é a brutalidade que vimos nesse caso.

A morte de Orelha precisa ser um marco. Um alerta. Não apenas para responsabilizar os culpados, mas para reafirmar limites claros, especialmente para as novas gerações. Não podemos aceitar a indiferença, nem permitir que a crueldade encontre justificativa.

Esperamos que a justiça seja firme. Que a punição seja justa. E que esse episódio sirva para lembrar que o respeito à vida — toda vida — precisa estar acima de qualquer privilégio.

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Antídio Aleixo Lunelli

Antídio Aleixo Lunelli é deputado estadual pelo MDB. Fundador do grupo Lunelli, foi prefeito de Jaraguá do Sul.