Rotina? E quem vive fora da rotina? A rotina é um bem, significa que tudo está na ordem habitual. O diacho é quando a nossa rotina é quebrada, se for para uma alegria inesperada, ah, tudo bem, mas e se não for? Por isso é que é bom termos consciência da vida que estamos a viver. Ontem fiquei sabendo de um amigo que está a espera de um transplante. Um tempão na fila esperando pela chegada do órgão de que ele precisa. Não é uma danação? E muitos vivem bem de saúde e nem aí para essa “riqueza” especial. Ontem, como “rotina”, preparei o chimarrão, liguei a tevê e fiquei para lá e para cá, procurando por algo que prestasse. Lá pelas tantas, num canal de turismo, imagens do interior de um trem, coisa fina, atrativa mesmo… E a locutora falava da 1ª classe daquele trem, viajar na primeira classe nos daria lembranças inesquecíveis, aquela coisa. Publicidade. Mas fiquei pensando. Será que não podemos transformar a nossa “rotina”, a nossa vida de repetições, numa “primeira classe”? Óbvio que sim. Mas é aquela coisa, só nos damos conta das nossas riquezas de “rotina” quando perdemos alguma delas. Será tarde e essa quebra da rotina nos vai fazer sofrer. Um sofrimento áspero em razão de não termos reconhecido a “rotina” de até então e agora perdida… Vale para tudo na vida. Ficamos, mais do tempo, olhando para sonhos futuros, não raramente sonhos idiotas, inúteis, coisas de que não precisamos e não vamos precisar senão para a vaidade ou preenchimento de algum vazio. Muita gente vive num pequeno apartamento, numa casa ou “casinha”, mas não reconhece a paz até então vivida. Pessoas que vivem sonhando com uma casa maior, com mais conforto e luxo, quando tudo isso pode ser vivido com o que temos hoje. Não é psicologia de pobre, não é consolo de desamparados, é vida bem vivida. Vida com consciência de que essa “rotina” que estamos vivendo é uma paz não reconhecida. E não estou falando de pararmos de lutar, de buscar novos degraus na vida, nada disso. Apenas não esquecer que muitas vezes, como dizia Monteiro Lobato, estamos sentados sobre um pote de ouro e chorando misérias. A primeira classe na vida não está nos aviões ou nos trens europeus, está dentro de nós. Ou não estará em lugar nenhum…
ANIMAIS
Quem não respeita um animal indefeso, quem o mata cruelmente, é mais animal que o animal. É um boçal que não devia ter nascido. E são esses boçais que andam por aí matando cachorrinhos indefesos e que também arrotam supremacias de nome, sobrenome, saldo bancário, isso e aquilo. A sociedade tem que colocar essa gente no devido lugar, e a “justiça” tem que ser severa e “inesquecível”. Uma lembrança para o resto da vida… Demônios encarnados.
SUPREMO
Os ensaboados de Brasília não devem esquecer que… “Na Democracia só há um “poder”, esse poder é o da Imprensa”. A imprensa livre, honesta, sem esquerda nem direita não tem adversários, ninguém a pode contestar, enfrentar. Então, é melhor que os “roncadores” dos falsos poderes ponham a viola no saco e se olhem mais no espelho. A Imprensa não tem amigos nem esconde “segredos”…
FALTA DIZER
Frustração é o fracasso diante de um desejo. E toda frustração provoca reações agressivas, contra a própria pessoa frustrada ou contra alguém ou algo. A frustração não silencia, ela provoca agressões. Jovens agressivos são frutos de pais e mães calhordas, maus educadores. “Justiça” nesses tipos…