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Até eles?

Por: Luiz Carlos Prates

27/01/2026 - 07:01

O dinheiro é tudo, é tudo para quem não o tem. Depois de tê-lo, paramos, pensamos e nos avaliamos… Mais das vezes, dessa avaliação resulta um ato de consciência: tenho dinheiro, tenho tudo de que preciso, porém… Não vivo em paz, não sou feliz. Impossível ser feliz sem paz. E de onde vem a paz? Ela só pode vir de um único lugar: da nossa cabeça, do nosso modo de ver a vida. Vejo todos os dias postagens de gente rica, eles e elas com dinheiro para jogar fora, mas… Infelizes que vivem buscando aplausos, invejas, admirações e todas as nulidades geradas pelos desconsolos da vaidade. Acabo de ler uma manchete atroz, fui iscado pela manchete e desci para ler a reportagem. Claro, reportagem de jornal. A manchete dizia: – “Influência nas redes sociais e reputação entram na agenda de CEOs”. Diretores e donos de empresas, poderosas empresas, estão entrando nas redes sociais com desculpas frias, tentando enganar a platéia. Não vão conseguir. A reportagem explicava que os tais CEOs entenderam que precisavam entrar nas redes sociais para “popularizar” suas empresas, para explicar suas aproximações e serviços, tudo visando a uma humanização das empresas junto ao público… Verdade? Eles dizem que sim, mas eu digo que são pessoas infelizes no anonimato, caras com muito dinheiro “no bolso”, mas desconhecidos. E ser desconhecido, pensamento dos pequenos, é não existir, então, eivados pela vaidade, os “carentes” estão entrando nas redes sociais sob falsos artifícios, visando a alimentar suas vaidades. Nada mais que isso. Só um pacóvio para acreditar que até mesmo o Papa é pessoa humilde, avessa às fotos e manchetes. Chegamos a esse ponto e estamos ainda muito longe dos possíveis limites, se é que um dia esses limites existirão. A vaidade, o orgulho, a arrogância são elixires humanos que ficam na gaveta enquanto a pessoa não conseguir algumas postagens na Internet… Ao conseguir, acaba a falsa simplicidade, o negócio é ganhar mais, mais e mais admiradores, e seguidores. Os CEOs de “céus” têm muito pouco, mas quem não sabe disso? Os ingênuos. “Ingênuos” que também estão esperando a hora para dar o bote: o bote na leviana popularidade gerada pelos “seguidores”. E assim, nunca terão paz, e menos ainda serão felizes, mesmo que o dinheiro lhes esteja saltando dos bolsos.

CARÁTER

Tirar boas notas em Química, Física, Biologia, Matemática e afins nada difícil para muita gente. Boas notas que abrem vagas na Medicina, por exemplo, onde o melhor vestibular seria uma severa prova de avaliação psicológica. Para a Medicina, ele ou ela só teria matricula garantida se fosse pessoa absolutamente adequada ao curso. Adequada do ponto de vista do caráter. Aonde isso? A maioria faz Medicina para se exibir, caráter, que é o melhor bisturi, é para raríssimos. Dá nisso que anda por aí…

DINHEIRO

Um sujeito que vai ver jogos de futebol, sentar na arquibancada não é um rico, é um pobre. Os ingressos para joguinhos do Campeonato Catarinense custam R$ 50,00 – 80,00 ou mesmo 150,00. Um dinheirão para quem não tem dinheiro. Agora imaginemos a revolução que seria se esse pessoal usasse desse dinheiro para comprar e ler livros. A “Revolução” chegaria até nós. A Revolução Cultural, a única que nos pode dar liberdade verdadeira.

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FALTA DIZER

Eu imagino a meia-dúzia de votos que ele ganharia se um candidato à presidência disse assim: – “Olha, pessoal, o sucesso não é construído durante o expediente. Ele é construído à noite, quando você se permite estudar mais do que os outros”. Seria “ovacionado”… Com ovos.

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Luiz Carlos Prates

Jornalista e psicólogo, palestrante há mais de 30 anos. Opina sobre assuntos polêmicos.