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Suspeitos pela morte do cão Orelha são alvos de mandados em Florianópolis

Foto: Reprodução/Redes Sociais

Por: Ewaldo Willerding Neto

26/01/2026 - 08:01 - Atualizada em: 26/01/2026 - 08:06

A Polícia Civil de Santa Catarina cumpriu mandados de busca e apreensão contra os investigados pela morte do cão Orelha, cachorro comunitário da Praia Brava, em Florianópolis. A ação ocorrida na manhã desta segunda-feira (26), teve como alvo dois adolescentes e um adulto.

De acordo com a corporação, o objetivo da operação é reunir mais provas para fortalecer a investigação sobre o caso, que causou grande comoção na comunidade local. Os três mandados foram expedidos e cumpridos pela Delegacia de Proteção Animal, vinculada ao Departamento de Investigação Criminal da Capital (DPA/DIC).

A 10ª Promotoria de Justiça informou que o inquérito se encontra na fase de oitivas, com a coleta de depoimentos e realização de outras diligências. Novas oitivas devem ocorrer nos próximos dias, embora diversos envolvidos já tenham sido ouvidos pelas autoridades.

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Após a conclusão dessa etapa, o procedimento será encaminhado pela Delegacia de Proteção à Criança, ao Adolescente, à Mulher e ao Idoso (Dpcami) ao Ministério Público. Na sequência, a 10ª Promotoria de Justiça deverá ouvir os adolescentes apontados como supostos envolvidos e adotar os encaminhamentos legais cabíveis.

Em nota divulgada no domingo (25), o Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) destacou que casos envolvendo adolescentes seguem as normas do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). Segundo o órgão, os procedimentos para apuração de atos infracionais e eventual aplicação de medidas socioeducativas respeitam garantias legais e dependem de análise técnica e decisão do sistema de Justiça.

Entenda o caso

Orelha foi encontrado gravemente ferido na quinta-feira (15) na praia Brava, em Florianópolis. A principal linha de investigação aponta que quatro adolescentes teriam agredido o vira-lata com pauladas. Ele foi encaminhado ao veterinário, mas devido a gravide dos ferimentos precisou passar por uma eutanásia.

Outro cachorro, um Caramelo, também teria sido vítima de afogamento pelo mesmo grupo de suspeitos. O animal sobreviveu e foi adotado pelo delegado-geral da Polícia Civil de Santa Catarina, Ulisses Gabriel.

 

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Ewaldo Willerding Neto

Jornalista formado pela UFSC com 30 anos de atuação.