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Até quando, mulheres?

Por: Luiz Carlos Prates

23/01/2026 - 07:01

Se as mulheres estiverem esperando por dias melhores, tirem o cavalinho da esperança da chuva. Salvo se elas acordarem para a luta. E essa luta tem que começar em casa, com a mãe condicionando as meninas à igualdade com os meninos. Que conversa é essa de que um guri pode fazer o que a uma guria é proibido? Educação absolutamente igual para meninos e meninas. Mas sabes quando isso vai acontecer? Quando o Saci cruzar as pernas… As mulheres, maioria, não se dão conta, ou fingem não se dar conta, de que elas são mais e melhores que os homens em tudo, salvo na força física. Mas força física é coisa de trator… Acabo de colocar nos meus arquivos duas matérias sobre mulheres, reportagens de jornais. A primeira reportagem tirei do Estado de São Paulo, cujo título é: – “Mulheres negligenciadas”, publicação do dia 10 de dezembro. 2025. Num trecho da reportagem, lia-se que 80% das delegacias especializadas no atendimento às mulheres não funcionam, como devem, 24 horas por dia, funcionamento obrigatório. E a segunda reportagem estava na Folha de São Paulo no dia 20, também de dezembro, 2025, e dizia na manchete que – “Ministério Público apura falta de política pública de proteção à mulher”. Nenhum governo assume com coragem essa luta para a proteção “legal” das mulheres. As leis safadas que andam por aí foram criadas para tapar o sol com a peneira, a peneira das aparências. Quantas mulheres, por exemplo, estão no Supremo Tribunal Federal? Quantas deputadas, quantas senadoras, quantas presidentes de empresas? E por aí vai o barco sem remo em que vivem as mulheres. Tu do sem falar nas prepotências dos homens no convívio familiar. Os guris podem tudo, as gurias nada podem. Ouça este trecho do Estadão: – “Dos R$ 60,5 milhões repassados pela União aos Estados em 2024 para combate à violência contra a mulher, apenas R$ 59 mil foram usados pelos entes federados. Em bom português: é nada”. Leia de novo, leitora. Então, as mulheres cantem com Geraldo Vandré: – “Esperar não é saber, quem sabe faz a hora, não espera acontecer”. E quando é essa hora para as mulheres? Agora. É o grito do Ipiranga para a paz e poder às mulheres.

SURPRESAS

Semana passada… Uma guriazinha de seis anos é um anjinho, o que ela pode fazer na vida para ser punida pelo resto da vida? Num acidente de trens, na Espanha, essa menina perdeu o pai, a mãe e o irmãozinho. Só sobrou ela. Como crescer sem se lembrar disso? O que fez ela para “pagar” esse preço? As “religiões” não explicam? Ué, vivem explicando tudo… A vida é isso, um roteiro sem final conhecido ou nem de longe imaginado. Coitadinha, coitadinha para o resto da vida.

SORTE

Da minha caixa de frases, frase atribuída ao filósofo romano Séneca: – “Sorte é quando a preparação encontra a oportunidade”. Quem se prepara ativa e ardorosamente por um trabalho, por uma causa, vai encontrar a sorte, e sorte é o nome do resultado do esmero e da fé. Nada a ver com casamento, aí não há sorte, há burrice ou um bom resultado dos olhos e ouvidos de perceber e escutar com objetividade…

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FALTA DIZER

Entrou em moda amigos mandarem mensagens entre eles, mensagens resumidas em – TV? Esse TV? significa Tá Vivo? A moda veio do desespero da solidão por que cada vez mais pessoas passam a viver. Se não houver resposta rápida, alguém vai ver o que aconteceu com a pessoa amiga. Tempos modernos.

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Luiz Carlos Prates

Jornalista e psicólogo, palestrante há mais de 30 anos. Opina sobre assuntos polêmicos.