A família de Lyan Caius Wolf anunciou, nesta terça-feira, que o capacete ortopédico craniano necessário para o tratamento do bebê já foi adquirido. A compra foi possível após a campanha de arrecadação solidária atingir a meta financeira nos últimos dias.
Em mensagem publicada nas redes sociais, a família agradeceu o apoio recebido e confirmou a realização do pedido do equipamento.
“Queremos agradecer, de coração, a cada pessoa que nos ajudou e esteve com a gente. O pedido do capacete do Lyan já foi feito . Ele vem dos Estados Unidos e o prazo de chegada é de cerca de 15 dias”, informou o comunicado.
Segundo os pais, após a chegada do capacete, todas as etapas do tratamento serão compartilhadas.
“Assim que chegar, vamos compartilhar tudo com vocês e manter todos informados sobre a ida a Criciúma, a colocação do capacete e cada etapa do tratamento. Obrigada por todo carinho, apoio e amor”.
A meta da vaquinha já havia sido alcançada ainda na quinta-feira. Ao todo, foram arrecadados R$ 19.382,56, valor suficiente para cobrir os custos do tratamento.
Em comunicado nas redes sociais, a família expressou gratidão pelas doações e mensagens recebidas.
“Nosso coração transborda gratidão. Batemos a meta da vaquinha do nosso filho, e isso só foi possível graças a cada um de vocês”, escreveu a família.
A mensagem destacou que o apoio foi além do aspecto financeiro.
“Mais do que ajuda financeira, recebemos amor, empatia e apoio em um momento delicado da nossa família. Vocês foram luz no nosso caminho”.
Ao final, os pais reforçaram o sentimento de esperança e agradeceram novamente.
“Seguimos agora cheios de esperança e gratidão, com o coração aquecido por saber que não estamos sozinhos. Obrigada, de verdade”, conclui a nota assinada pela família Wolf.

Foto: Divulgação
Relembre o caso
Com apenas sete meses de vida, Lyan Caius Wolf foi diagnosticado com braquicefalia severa, condição que altera o formato do crânio e pode trazer consequências neurológicas e funcionais. O bebê é filho de Larissa Wolf e Leonardo Guilherme Wolf, instrutores de trânsito, moradores de Jaraguá do Sul, com vínculos familiares em Schroeder.
Os primeiros sinais surgiram quando Lyan tinha cerca de dois meses de idade.
“A gente virava ele de lado, mas ele não aceitava. Chorava, se mexia, desvirava sozinho. A gente tentou de tudo”, relatou a mãe.
Sem evolução no quadro, a família buscou atendimento especializado.
“Pagamos consulta, exame de tomografia, tudo do nosso bolso. Se fosse esperar pelo SUS, até hoje estaríamos na fila”, afirmou Larissa.
A tomografia confirmou que as suturas do crânio estavam abertas, afastando a necessidade de cirurgia, mas apontando para o diagnóstico de braquicefalia severa e a urgência do tratamento.
O apoio decisivo veio após consulta com o pediatra Dr. Duílio, que atende pelo SUS.
“Ele foi um anjo. Olhou para o Lyan e foi direto: ‘corram atrás do capacete, porque o seu filho precisa disso com urgência'”, relembrou a mãe.
O tratamento será realizado em Criciúma, com acompanhamento de um neurocirurgião da clínica HEADS.
“Ele praticamente nos deu uma aula. Disse que esse é o único tratamento possível”, contou Larissa.
O uso do capacete deve ocorrer por cerca de 23 horas por dia, com ajustes periódicos.
“Quanto mais cedo iniciar, menos tempo o bebê precisa usar o capacete”, explicou.
Segundo orientação médica, a ausência do tratamento pode gerar consequências permanentes.
“Não é uma questão estética. É saúde, é qualidade de vida”, enfatizou a família.
Sem cobertura do SUS ou de plano de saúde, o custo total do tratamento é de R$ 17.900.
“Tentamos cartão de crédito, empréstimo, tudo o que você pode imaginar. Mas não temos limite, não temos condições de pagar sozinhos”, desabafou Larissa.
Diante disso, a vaquinha solidária foi criada em 13 de janeiro de 2026 e, com a meta alcançada, a família segue agora confiante no início do tratamento e na recuperação de Lyan.