O Fundo Monetário Internacional (FMI) reduziu a projeção de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro de 1,9% para 1,6%. O relatório foi divulgado nesta segunda-feira (19). A perspectiva indica uma desaceleração da economia brasileira, uma vez que a estimativa é de que o PIB cresceu 2,5% em 2025.
Um dos pontos apontados na análise foi a imposição das tarifas de 50% sobre produtos brasileiros. A medida foi revogada, mas gerou um impacto na casa de bilhões de dólares. Com isso, a economia brasileira só deve reaquecer em 2027, quando o aumento estimado é de 2,3%.
Em outros cenários, o FMI apresenta dados mais otimistas: na América Latina, o crescimento deve ser de 2,2%. Quanto aos países em desenvolvimento, a expectativa é de crescimento de 4,2%. Já o PIB do mundo deve subir 3,3%, com leve desaceleração para 3,2% em 2027. A inflação também deve dar trégua no cenário global, passando dos atuais 4,1% para 3,8%.
Por outro lado, o comércio entre países deve desacelerar de seu aumento atual, de 4,1%, para um aumento de 2,6% ao final de 2026. O relatório trata das tensões geopolíticas como fatores que podem causar “atrasos e aumentos nos custos”, dificultando as trocas internacionais.
Os dados foram coletados até dezembro de 2025 e não incluem, portanto, a captura do ditador venezuelano Nicolás Maduro pelos Estados Unidos, o que influencia na geopolítica do petróleo, ou o aumento do tom do presidente Donald Trump em relação à ameaça de anexação do território da Groenlândia.
Em uma entrevista coletiva, o economista-chefe do FMI, Pierre-Olivier Gourrinchas, avaliou o cenário: “É evidente que os riscos geopolíticos e o aumento das tensões comerciais representam um dos principais riscos para a economia global.”
Os países participam, nesta semana, do Fórum Econômico Mundial, em Davos, na Suíça. O presidente Lula (PT) não participará do encontro, tendo designado a ministra da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos, Esther Dweck, como sua representante. Ela é a única do governo brasileiro no fórum.
* Informações da Gazeta do Povo.