No ano em que completa 150 anos, Jaraguá do Sul ganhou um presente que vai além das homenagens formais: a possibilidade de viver a música erudita fora das salas tradicionais e mais perto das pessoas. A 21ª edição do Festival Internacional de Música de SC (Femusc) reforça, nesta celebração histórica, um de seus compromissos centrais: democratizar o acesso à cultura e transformar a cidade em palco.
Levar concertos para bairros, parques e praças não é apenas uma decisão logística, mas simbólica. Ao ocupar espaços como o Rio da Luz, o Parque Via Verde e a Praça Ângelo Piazera, o Femusc rompe barreiras históricas que, por muito tempo, associaram a música erudita a ambientes restritos. A iniciativa amplia o alcance do festival, aproxima novos públicos e reafirma que a arte pertence a todos.
A escolha de repertórios que dialogam com a memória afetiva do público e com sonoridades que remetem ao cinema e à emoção coletiva reforça esse movimento de aproximação. Obras clássicas ganham novos sentidos quando executadas ao ar livre, em meio à cidade, criando experiências que marcam não apenas quem já aprecia a música sinfônica, mas também quem a descobre pela primeira vez.
Outro aspecto relevante é o caráter formativo do festival. Reunindo estudantes brasileiros e estrangeiros de alto nível, o Femusc consolida-se como espaço de troca, aprendizado e excelência artística, projetando Jaraguá do Sul no cenário cultural internacional. A gratuidade dos concertos amplia ainda mais esse impacto, garantindo acesso irrestrito e fortalecendo o papel social do evento.
Celebrar 150 anos com música, diversidade cultural e ocupação dos espaços públicos é uma escolha que diz muito sobre a cidade que Jaraguá do Sul é e sobre a que deseja continuar sendo: aberta, plural e conectada com a arte como instrumento de formação, emoção e pertencimento coletivo.