Com apenas sete meses de vida, o pequeno Lyan Caius Wolf enfrenta um desafio que tem mobilizado não apenas sua família, mas também a comunidade de Jaraguá do Sul.
Diagnosticado com braquicefalia severa, uma condição que altera o formato do crânio e pode causar sérias consequências neurológicas e funcionais, o bebê precisa iniciar com urgência um tratamento especializado que não é coberto pelo SUS nem por plano de saúde.
Lyan é filho de Larissa Wolf e Leonardo Guilherme Wolf, ambos instrutores de trânsito, e tem um irmão mais velho, Anthony, de seis anos, que acompanha de perto a rotina intensa de cuidados do caçula.
“O Anthony pergunta, observa, cuida do irmão do jeitinho dele. É impossível não se emocionar”, relata a mãe.
Segundo Larissa, a gestação e o nascimento ocorreram sem intercorrências. “Ele nasceu com 39 semanas, de cesárea, um bebê saudável, tranquilo, sem nenhuma complicação”, lembra.
Seguindo rigorosamente as orientações da Organização Mundial da Saúde (OMS), o casal colocava o bebê para dormir sempre de barriga para cima, posição recomendada para evitar engasgos e morte súbita.
No entanto, Lyan era um bebê extremamente calmo e dormia por longos períodos. “Ele mamava e dormia. Dormia muito. Era muito quietinho”, conta Larissa. Com cerca de dois meses de vida, os pais começaram a perceber um achatamento na parte posterior da cabeça.
Durante atendimento pelo SUS, a pediatra orientou mudanças de posição. “A gente virava ele de lado, mas ele não aceitava. Chorava, se mexia, desvirava sozinho. A gente tentou de tudo”, relata a mãe.
A dificuldade de acesso à saúde pública acabou atrasando o diagnóstico. Larissa explica que Jaraguá do Sul enfrenta falta de pediatras, especialmente nos bairros. “No meu bairro não tem pediatra. As consultas demoravam meses, quando o correto seria acompanhamento a cada 30 dias. Cada dia conta nesse tipo de caso.”
Sem melhora no quadro, Lyan foi encaminhado para um neuropediatra. Sem vagas pelo SUS, a família precisou buscar atendimento particular em Joinville, arcando com custos elevados. “Pagamos consulta, exame de tomografia, tudo do nosso bolso. Se fosse esperar pelo SUS, até hoje estaríamos na fila”, afirma.

Lyan é filho de Larissa e Leonardo Wolf, e tem um irmão mais velho, Anthony, de seis anos | Foto: Divulgação
A tomografia confirmou que as suturas do crânio estavam abertas, afastando a necessidade de cirurgia, mas apontando para um diagnóstico claro: braquicefalia severa. O exame mostrou que ainda havia tempo para correção, desde que o tratamento fosse iniciado imediatamente.
Após novas tentativas, a família encontrou apoio no pediatra Dr. Duílio, que atende pelo SUS no Centro. “Ele foi um anjo. Olhou para o Lyan e foi direto: ‘corram atrás do capacete, porque o seu filho precisa disso com urgência’”, relembra Larissa.
O encaminhamento levou a família até um neurocirurgião da clínica HEADS, em Criciúma, uma das poucas no país que realiza esse tipo de tratamento. Lá, veio a explicação detalhada sobre a condição e o tratamento. “Ele praticamente nos deu uma aula. Disse que esse é o único tratamento possível”, conta a mãe.
O tratamento consiste no uso de um capacete ortopédico craniano por 23 horas por dia, com ajustes a cada 21 dias, acompanhando o crescimento do cérebro. O prazo é curto: as suturas do crânio começam a se fechar por volta de um ano e meio de idade. “Quanto mais cedo iniciar, menos tempo o bebê precisa usar o capacete”, explica Larissa.
Segundo o neurocirurgião, a não realização do tratamento pode causar deformação craniana permanente, problemas neurológicos futuros e até riscos relacionados à pressão intracraniana. “Não é uma questão estética. É saúde, é qualidade de vida”, enfatiza.
O custo total do tratamento é de R$ 17.900,00, valor que inclui o capacete, todos os ajustes e o acompanhamento médico. “Tentamos cartão de crédito, empréstimo, tudo o que você pode imaginar. Mas não temos limite, não temos condições de pagar sozinhos”, desabafa.
Diante disso, a família criou a vaquinha “Ajude o Lyan no tratamento da braquicefalia”, no dia 13 de janeiro de 2026, com o objetivo de arrecadar o valor necessário para salvar o futuro do bebê.
Até a última atualização, a campanha havia arrecadado: R$ 1.445,00, ou seja 8% da meta.
“Cada doação, cada compartilhamento, cada mensagem de apoio faz diferença. A gente sente que não está sozinho”, afirma Larissa, emocionada.
Como ajudar o Lyan:
* Fazer uma doação pela plataforma Vakinha.com.br
* Doar via PIX: [email protected]
* Compartilhar a vaquinha nas redes sociais
* Divulgar para amigos e familiares
Enquanto aguardam a solidariedade da comunidade, a família segue unida, fortalecida pela fé e pelo amor entre irmãos. “O Lyan merece crescer, brincar com o Anthony, viver sem limitações. A gente só quer dar essa chance para ele”, conclui a mãe.

Foto: Divulgação