No passado, o “centro da cidade” era a cidade. O “centro” era a catedral dos passeios, todos se encontravam na rua principal. Hoje as cidades cresceram e acabou-se o “centro”, não há mais centro, não pelo menos nas cidades maiores. E esse desaparecimento do “centro” é uma das causas da pandemia de solidões. Ninguém mais se vê, ninguém mais se encontra, visitas estão em extinção e vida social só nas indigestas redes sociais, que de sociais nada têm. E como não há mais centro para ir e vir, vou dar uma voltas por meio de algumas frases, frases da minha caixa de sapato lotada. A primeira frase diz assim: – “Na política, se você quer que algo seja dito, peça a um homem; se quer que algo seja feito, peça a uma mulher”. Frase da escritora francesa Simone de Beauvoir (1908/1986). E é por isso que estou pedindo que as mulheres votem em mulheres, claro, escolhendo as de fumaça nas ventas, mas que votem em mulheres sem as indevidas pressões do marido, do pai, do filho, do avô, do capeta, enfim… E a outra frase, “gurias”, é esta, nem sei de quem: – “Nada mais perigoso do que um homem feio e inteligente, porque desses, poucas mulheres escapam”. Elas com a palavra. E agora uma frase da Marina Colassanti, escritora italiana (1937/2025): – “Por mais fascinante que um homem seja, este será absolutamente inútil para uma mulher independente, se o que ele quer é comandar”. Frase óbvia, sabemos, os homens na relação com as mulheres querem ter o poder, bater na mesa pelo poder ou bater na mulher pelo “poder”… Deixemos de ser hipócritas e negar isso. Mas de quem é a culpa maior? Delas, das que se tornam submissas e ficam quietas diante das prepotências do seu amor, que de amor nada tem. E agora esta frase final, uma cutucada em muitas mulheres: – “Você quer mesmo um homem ao seu lado ou quer apenas o status dessa situação”? Para muitas famílias, a filha solteira é uma encalhada, mas na verdade a independência das mulheres é flecha envenenada para os invejosos da liberdade delas. Frases? Recortar e pensar.
HISTÓRIA
A mentira tem perna curta… Manchete, dia destes: – “Nasa decide antecipar retorno de astronautas à Terra após registro de problema médico”. Um astronauta “adoeceu” a bordo? Inventem outra. Como inventaram aquela história de terem pousado na lua em 1969. Falavam por telefone na hora, pintaram e bordaram a mentira do pouso na lua. Hoje se sabe que tudo foi história inventada, uma “tecnologia” cinematográfica para enganar os trouxas. Eu entre eles…
ALGEMAS
Faz muitos anos. Eu estava no Bamerindus, banco, quando entrou uma mulher com um filho de uns três anos, ela e ele “unidos” por uma fita, no braço dela e dele. Nisso, entrou uma mulher, viu o menino “amarrado” à mãe, e criou um caso. A mãe explicou que aquele “vínculo” entre ela e o menino era para que ele não se perdesse, o guri era muito arteiro… Deu uma discussão. A mulher idiota, que criou o caso, devia ser dessas que andam por aí “perdendo” os filhos nas praias. Mas é assim, as “corretas” sempre apanham…
FALTA DIZER
Mulher de Verdade. Quem? Johanna Schopenhauer, mãe do filósofo alemão Arthur Schopenhauer (1788/1860). Johanna foi a primeira escritora alemã que ousou assinar seu próprio nome nos livros que escrevia. As outras mulheres usavam pseudônimo masculino, tamanha era a rejeição às mulheres. O livro “História da Filosofia” conta isso. Johanna, corajosa, kss.