Imagine viver em uma ilha paradisíaca da Grécia, sem custo com moradia, e dedicar parte do dia ao cuidado de gatos resgatados das ruas. A proposta, que mais parece um roteiro de filme, é real e vem chamando a atenção de voluntários de várias partes do mundo.
A iniciativa é da Syros Cats, organização de proteção animal que atua há décadas na ilha de Syros, onde vivem milhares de gatos sem tutores. Desde os anos 1990, a instituição mantém um trabalho contínuo de resgate, tratamento veterinário e controle populacional dos animais, um desafio antigo na região, que é bastante visitada por turistas.
Em troca do trabalho voluntário, a organização oferece hospedagem gratuita para quem estiver disposto a assumir uma rotina de cuidados com os felinos. O programa tem alta procura e as vagas são limitadas, o que exige comprometimento e responsabilidade dos candidatos.
Rotina intensa e contato direto com os animais
Os voluntários selecionados precisam se dedicar cerca de cinco horas por dia, cinco dias por semana. As atividades envolvem desde tarefas básicas até apoio em situações mais delicadas.
Entre as funções estão a alimentação diária dos gatos, reposição de água, limpeza de caixas de areia e áreas comuns, auxílio na administração de medicamentos, apoio na captura de gatos ariscos, transporte de animais doentes ao veterinário e pequenos serviços de manutenção e jardinagem nos espaços utilizados pela organização.
O trabalho é considerado exigente, especialmente pelo contato constante com gatos selvagens e pela necessidade de atenção diária aos cuidados de saúde dos animais.
O que a organização oferece aos voluntários
Quem participa do programa tem direito a quarto individual, com uso compartilhado de cozinha, banheiro e sala com outros dois ou três voluntários. As despesas de água, luz e gás estão incluídas, assim como o café da manhã.
Os custos com transporte até a ilha, além de almoço e jantar, ficam por conta de cada participante. A estadia mínima exigida é de um mês, período considerado essencial para a adaptação à rotina e aos animais.
Perfil buscado e critérios de seleção
A Syros Cats procura pessoas fisicamente aptas, independentes e emocionalmente maduras. Experiência prévia com gatos, especialmente gatos selvagens, é um diferencial importante no processo seletivo. Candidatos com formação ou atuação como auxiliares veterinários também costumam ter mais chances.
Segundo a organização, voluntários com menos de 25 anos tendem a ser menos selecionados, não por regra, mas por, em geral, apresentarem menor autonomia para lidar com as exigências do dia a dia.
A convivência no local é multicultural: apenas quatro voluntários são aceitos por vez, geralmente de países diferentes, o que exige respeito às diferenças culturais, de gênero e de costumes.
Inscrições, regras e limitações legais
As vagas para 2026 já estão encerradas, devido ao grande interesse internacional. A orientação é acompanhar as redes sociais da Syros Cats para futuras aberturas. Quando disponíveis, as inscrições exigem o preenchimento de um formulário com carta de motivação e histórico de experiências com cuidados de gatos.
Voluntários de fora da União Europeia devem respeitar as regras do Espaço Schengen, que permitem permanência de até três meses dentro de um período de seis meses. A organização também recomenda a contratação de seguro de viagem para quem não possui cobertura de saúde válida na UE.
Nômades digitais e trabalhadores remotos podem participar, desde que tenham horários flexíveis. Pessoas com filhos ou animais de estimação não são aceitas no programa.
*Com informações do site Só Notícia Boa*