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O vício cresce, a família perde: por que precisamos regular os jogos online

Foto: divulgação

Por: Antídio Aleixo Lunelli

29/08/2025 - 13:08 - Atualizada em: 29/08/2025 - 13:50

Antídio Aleixo Lunelli

Um dado recente acendeu um alerta: só no primeiro semestre deste ano, os sites de apostas e jogos online movimentaram mais de R$ 17 bilhões no Brasil. Para se ter uma ideia, esse valor supera o orçamento anual de vários estados brasileiros.

Mas a grande pergunta é: para onde vai todo esse dinheiro? Ele não retorna em forma de emprego, imposto ou desenvolvimento. Pelo contrário. Vai parar no bolso de grandes empresas, muitas delas estrangeiras, que faturam bilhões enquanto milhares de famílias brasileiras mergulham em dívidas, desestruturação e até tragédias pessoais.

Atualmente, cerca de 18 milhões de brasileiros apostam regularmente. Mais de 70% são homens. O que preocupa é que o vício cresce sem freios.

Enquanto os apostadores acumulam perdas e frustrações, as plataformas continuam lucrando alto em um mercado sem regra, sem limite e sem responsabilidade.

Casos de endividamento, perda de patrimônio e até de suicídios ligados ao vício em jogos já foram registrados no país. É a vida de brasileiros sendo tratada como fichas descartáveis.

A contradição: bingo proibido, cassino digital liberado!

O que mais revolta é a contradição. Enquanto os jogos online avançam sem controle, atividades simples e comunitárias — como os tradicionais bingos de salão, que reúnem idosos, famílias e vizinhos — seguem proibidas pela lei.

Esses encontros, que fazem parte da cultura popular, fortalecem a convivência comunitária e ajudam na integração social dos mais velhos. Por isso, apresentei um projeto para legalizar essas atividades, dar segurança jurídica e garantir que aquilo que é saudável e social continue existindo.

Não faz sentido permitir um vício perigoso na palma da mão e criminalizar o bingo comunitário.

Risco de crime organizado

Outro ponto alarmante é a infiltração da criminalidade no setor de apostas online. Já existem quadrilhas usando essas plataformas para lavagem de dinheiro, o que agrava ainda mais o problema.

Ou seja: além de prejudicar famílias, esse mercado sem regras ainda alimenta a economia do crime.

O que o Brasil precisa
Não se trata de ser contra a tecnologia ou contra novos modelos de negócio. Eu mesmo sou empresário e valorizo quem empreende. Mas é preciso ser claro: não podemos aceitar que o Brasil vire um cassino a céu aberto.

Esse setor precisa de:
• Regras sérias e fiscalização efetiva;
• Impostos justos, para que a riqueza não vá toda para fora do país;
• Mecanismos de prevenção ao vício, com campanhas de conscientização e limites claros;
• Proteção ao cidadão, especialmente aos jovens e às famílias mais vulneráveis.

A escolha está diante de nós
O Brasil precisa decidir: vamos proteger nossas famílias ou entregar nossa juventude e nossos idosos ao vício desenfreado e aos interesses de grandes grupos internacionais?

Eu já fiz a minha escolha: fico ao lado do nosso povo, da nossa gente e da família brasileira. Sempre.

 

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Antídio Aleixo Lunelli

Antídio Aleixo Lunelli é deputado estadual pelo MDB. Fundador do grupo Lunelli, foi prefeito de Jaraguá do Sul.