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Falha em equipamento elétrico causa morte de 60 mil peixes em Corupá; prejuízo estimado é de R$ 250 mil

Foto: Camila Klaumann/Arquivo pessoal

Por: Elisângela Pezzutti

01/04/2025 - 14:04 - Atualizada em: 01/04/2025 - 14:46

Pelo menos 60 mil tilápias morreram depois que um disjuntor queimou e os aeradores – dispositivos que aumentam o teor de oxigênio nos tanques de água – pararam de funcionar em uma propriedade de Corupá, no último domingo (30). De acordo com o piscicultor Edison Klaumann, o prejuízo estimado é de R$ 250 mil.

O defeito teria ocorrido no relógio de energia da Celesc. Segundo Camila Klaumann, filha de Edison, a companhia foi contatada para solicitar a manutenção do equipamento por volta das 19h, mas, devido à demanda, somente às 22h40 uma equipe técnica foi até o local para averiguar a situação.

Camila explica que os peixes poderiam ficar, no máximo, até duas horas sem os aeradores funcionando. Mas, como a situação durou por quase quatro horas, as tilápias acabaram morrendo. “Esse descaso faz anos que acontece, com vários produtores. Eles (Celesc) demoram muito para atender mesmo falando que é urgente”, afirma.

À família Klaumann restou enterrar os milhares de peixes, trabalho que foi concluído nesta terça-feira (1º).

O que diz a Celesc

Em nota, a Celesc afirmou que foi informada do problema às 19h, mas que as equipes estavam focadas no atendimento de outras ocorrências, e que a solicitação foi resolvida às 23h20.

A companhia informou, ainda, que a interrupção do fornecimento de energia ocorreu devido a um defeito no disjuntor da instalação do piscicultor. “O equipamento, um disjuntor trifásico de 40A, foi fornecido pelo consumidor e substituído pela equipe de emergência. Durante a verificação técnica, constatou-se que a corrente medida era de 48A, indicando uma sobrecarga na instalação elétrica da unidade. A Celesc lamenta os prejuízos relatados pelo piscicultor e reforça seu compromisso em atender prontamente todas as solicitações de seus clientes, dentro das prioridades operacionais e critérios regulatórios”.

 

 

 

 

 

 

 

 

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Elisângela Pezzutti

Graduada em Comunicação Social pela Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG). Atua na área jornalística há mais de 25 anos, com experiência em reportagem, assessoria de imprensa e edição de textos.