No último sábado (29), o Clube de Canoagem Kentucky, com apoio de parceiros, realizou mais uma ação de limpeza no Rio Itapocu. Em um percurso de 11 quilômetros, entre as pontes Alberto Bauer e Maria Moser Grubba, foram retiradas cerca de meia tonelada de lixo do manancial. Um número que revela muito sobre nossa educação e relação desrespeitosa com o meio ambiente.
Garrafas plásticas, embalagens, latas, pedaços de isopor, pneus e até eletrodomésticos foram encontrados no rio. Esses resíduos não caíram ali por acidente, mas foram jogados por pessoas que, por ignorância, ainda não entenderam que o lixo não desaparece magicamente. Ele se acumula, polui a água, mata animais, assoreia o leito do rio e, no fim, volta para nós mesmos, na forma de enchentes, água contaminada e um ecossistema doente.
Nosso rio é fonte de vida, abastece cidades, sustenta a biodiversidade e é parte da identidade de Jaraguá do Sul. Mas muitos ainda insistem em trata-lo como um depósito de lixo. A ação do Kentucky e voluntários é nobre, mas não deveria ser necessária. Se cada um assumisse uma atitude inteligente e cidadã, descartando o lixo corretamente, e reduzindo o consumo de plástico, o rio não precisaria ser limpo, pois, se faria limpo por natureza.
Esta iniciativa é, em essência, um grito de alerta para a sociedade. Enquanto alguns se esforçam para reparar os danos, outros continuam a causá-los. É corriqueiro ver alguém jogar uma bituca de cigarro na rua, uma sacola no rio ou um copo plástico pela janela do carro. Esses gestos, multiplicados por milhares, são o que transformam rios em lixões a céu aberto. Por isso, o OCP, na condição de vigilante da sociedade, oferece as seguintes dicas do que cada um pode fazer: i) Descarte o lixo corretamente.
Se não há lixeira por perto, guarde consigo até encontrar uma; ii) Reduza o uso de plásticos. Opte por reutilizáveis e evite descartáveis; iii) Denuncie poluição e infratores. A omissão também é culpa; iv) Participe de ações voluntárias. A mudança começa com engajamento. Por fim, cabe evidenciar que o Rio Itapocu não pertence apenas a nós, mas às futuras gerações.