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O recurso dos fracos – Luiz Carlos Prates

Por: Luiz Carlos Prates

19/02/2025 - 08:02

A notícia trazia uma manchete que volta e meia sai da toca, sempre envolvendo um atleta. Desta feita, foi o tenista número 1 do mundo, o australiano Jannik Sinner. Ele foi suspenso por três meses por uso indevido de um anabolizante. A defesa do tenista explicou por A+B que tudo não passou de um engano, todavia… Suspenso. Vamos para o debate. A pergunta inicial é: por que alguém faz uso de um produto proibido, tipo maconha e cocaína, por quê? Várias razões e todas elas estúpidas. – “Ai, Prates, que grosseria, o meu pai fuma maconha vez por outra…”. Desculpe-me, seu pai é um calça-frouxa. Quando alguém faz uso de um “estimulante” é porque não tem a energia de que precisa. Só que essa energia, também chamada de motivação, só pode ser encontrada dentro de nós, nas energias ditadas por uma determinação. É aquela velha história do – tudo é possível ao que crê. Qualquer pessoa que se dopa é insegura e nada confiável. Se as pessoas lessem um pouco mais, procurassem saber das coisas boas da vida, boas dentro dos trilhos da decência, descobririam que todos os grandes vencedores da História foram pessoas simples, jamais um nariz empinado. Os vencedores costumam vir lá debaixo, suando muito, acreditando no positivo, insistindo, insistindo e cruzando a linha das vitórias. O mais é enganação. – “Ah, fumo a minha maconhazinha só para relaxar, trabalhei muito hoje”! Quem diz isso é um atoleimado, um nada. Todos os dias ficamos sabendo do fechamento de uma livraria. E volta e meia a mesma manchete: – “Brasileiros lêem cada vez menos”! – Desse modo, de fato, não há saída senão o crescimento absurdo do tráfico de drogas e aqui mesmo entre nós, aqui na cidade. Que ninguém seja ingênuo de fingir não saber. Ontem, ouvi numa rádio de São Paulo um debate sobre música no Brasil. Lá pelas tantas, alguém falou da música clássica, música das elites. Foi dizer isso e outro participante do programa o interrompeu: – “As elites no Brasil não ouvem música clássica…”! E parou, foi educado. Mas eu não tenho essa educação, peço à leitora que me dê um exemplo de elite no Brasil. Dou-lhe cinco anos para a resposta.

RÁDIO

Estou no barco, gosto de ouvir alguém dizendo o que costumo dizer. Pesquisadores da “System 1” empresa americana, estão dizendo que a publicidade envolvente no rádio vende mais. E por publicidade envolvente entenda-se uma mensagem com boa psicologia e – “sobretudo” com um tom de voz assertiva, confiável. Esse confiável vem da sonoridade da voz, bem diferente do que ouço em Florianópolis, por exemplo, “meninas” anunciando negócios sérios… Nesses casos, a publicidade deixa de ser séria e fica “mimosa”, não vende nada. Off.

VIDA

Quando comecei a freqüentar programas de rádio/auditório, eu queria ser locutor, não me dei conta de que não tinha voz para ser locutor-comercial, voz tipo Cid Moreira. Eu tinha voz de taquara rachada, até que me dei conta disso e caí na real: eu queria era o rádio esportivo. A “taquara” melhorou um pouco e deu certo. “Naquele tempo” sem voz tipo Cid Moreira o sujeito só seria locutor-comercial se fosse filho do dono da rádio. “Voz” vende ou não vende, depende da voz.

FALTA DIZER

Tenho visto na tevê blocos de rua em pré-carnavais pelo Brasil. E nessas imagens, vejo homens gritando, berrando, não estão cantando. São pessoas que estão, sem saber, esbravejando contra a vida infeliz que vivem… Quem é feliz não precisa de carnaval, não precisa de psicoterapia ao meio da multidão.

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Luiz Carlos Prates

Jornalista e psicólogo, palestrante há mais de 30 anos. Opina sobre assuntos polêmicos.