A pesar de manter trajetória de queda, a retração do emprego formal começa a desacelerar em Jaraguá do Sul, segundo demonstram os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgados ontem (25) pelo Ministério do Trabalho. No mês de julho, o município perdeu 205 vagas de emprego, menos da metade das 549 vagas perdidas em julho do ano passado. O número também representa recuperação frente a junho deste ano – quando o mercado fechou 371 vagas na cidade – e aos últimos meses.
A indústria da transformação foi a responsável pelo maior número de demissões em julho deste ano: foram 667 profissionais admitidos, contra 821 profissionais desligados, um saldo negativo de 154 vagas. Dentro deste setor, o segmento com o pior saldo foi a indústria de produtos alimentícios, bebidas e álcool etílico, responsável pelo fechamento de 76 vagas. Na sequência vem a indústria têxtil, com a perda de 48 postos.
No acumulado do ano, entretanto, o saldo de vagas perdidas ficou bem acima do registrado no ano passado – foram 70 vagas a menos este ano, contra 18 postos perdidos em 2015. Ainda assim, o resultado está longe de ser o pior para o período. Em 2012, o saldo obtido nos sete primeiros meses do ano chegou a menos 589 vagas, número oito vezes maior do que o deste ano.
Segundo os dados do Caged, Santa Catarina eliminou 5.819 vagas de emprego formal em julho. O saldo foi um dos piores registrados este ano – atrás apenas de junho (-8.290) –, mas ainda assim acompanhou o ritmo de desaceleração da queda sentido em todo o País. O setor que mais fechou vagas foi o de serviços, com menos 3.765. Na sequência vem a indústria da transformação (-1.426 postos) e a construção civil (-325).
Mercado nacional perde 94,7 mil postos de trabalho
No cenário nacional, o emprego formal também mantém trajetória de queda. No mês de julho, foram encerrados 94.724 postos de trabalho, uma retração de 0,24% em relação ao estoque do mês anterior. Apesar de negativo, o resultado foi bem menor do que o registrado em julho do ano passado, quando o mercado perdeu 157.905 vagas.
Em nota divulgada ontem, o ministro do Trabalho, Ronaldo Nogueira, avaliou que a desaceleração do desemprego representa uma recuperação gradual da economia. Para o ministro, a tendência é que o cenário se mantenha e que o mercado volte a gerar vagas ainda no segundo semestre.
Segundo o Caged, mais de 39 milhões de pessoas trabalhavam com carteira assinada em julho deste ano. O ano já acumula uma redução de 1,57% no total de postos de trabalho, o que corresponde à perda de 623.520 vagas. Nos últimos doze meses, o recuo foi de 1.706.459 postos de trabalho, o que representa uma variação negativa de 4,18% frente aos 12 meses anteriores.
A agricultura foi o setor da economia que mais se destacou na geração de postos, com acréscimo de 4.253 vagas no País, crescimento de 0,26% em relação a junho. O setor de serviços teve o maior impacto negativo em julho, com a perda de 40,1 mil vagas.