O 14º Batalhão de Polícia Militar (BPM), responsável pelo policiamento de Jaraguá do Sul, está colocando em prática o programa Táxi Seguro, um conjunto de ações para enfrentar os crimes cometidos contra os motoristas de táxi da cidade. A iniciativa surgiu em parceria com a Associação de Taxistas de Jaraguá do Sul e teve como motivação a morte do taxista Allan Tietz, 24 anos, após um assalto cometido por dois homens. Ao todo, 30 taxistas foram até o batalhão para discutir com a PM estratégias para melhorar a segurança da categoria.
“Antes mesmo dessa ocorrência, a Polícia Militar já tinha a percepção de que o motorista de táxi está numa posição vulnerável tendo em vista a natureza do serviço que ele presta. Qualquer pessoa, a princípio, tem condições de entrar no veículo e o motorista fica numa situação de vulnerabilidade. Com base nessa premissa, numa reunião com o presidente do sindicato da categoria, a gente decidiu tomar medidas para tentar fazer algo na esfera das responsabilidades de ordem pública e da Polícia Militar”, comenta o major Aires Volnei Pilonetto, chefe da Seção de Comunicação do 14º BPM. “Vamos primar também pela segurança do passageiro. A ideia é que ambas as partes se sintam mais seguras”, completa.
 Comandante do 14º BPM, tenente-coronel Gildo Martins de Andrade Filho, presidente do Sindicato dos Taxistas, Eliseu Petry, chefe da Seção de Comunicação do 14º BPM, major Aires Volnei Pilonetto | Foto: 14º BPM/Divulgação
De acordo com o major da PM, algumas soluções foram levantadas pelos taxistas e policiais militares, mas o modelo adotado após a discussão pode sofrer melhorias. “Apesar de já termos lançado o programa, ele ainda está costurado e consolidado. O que nós temos é um cadastro de taxistas. O cadastro é voluntário, não é obrigatório. O taxista passa por uma análise feita pela Polícia Militar. Nós vamos verificar se tudo está em ordem. No futuro, também vai abranger as questões relacionadas com ordenamento jurídico-municipal”, ressalta.
Além do cadastro e da verificação dos dados dos taxistas, a polícia militar está realizando duas ações práticas. “Uma delas é a identificação dos veículos que participam do programa com um adesivo. O usuário do táxi vai saber que aquele veículo é monitorado pela Polícia Militar. Esse monitoramento é feito através das ações que a PM já realiza em via pública. A outra é através do aplicativo de mensagens Whatsapp. Nós temos um grupo em que os taxistas que já se cadastraram trocam informações”, conta Pilonetto.
Taxistas aprovam a troca de informações
O presidente do Sindicato dos Taxistas de Jaraguá do Sul, Eliseu Petry, considera ótima a iniciativa da Polícia Militar. De acordo com ele, nunca houve uma estratégia de segurança pública voltada para os profissionais da categoria na cidade. Por maior que seja o número de policiais militares atuando na cidade, pontua Petry, não há como evitar crimes em áreas distantes do município, onde geralmente os crimes são cometidos.
“Um cara pede aqui na Vila Lenzi uma corrida para a Corticeira, em Guaramirim. Nós todos estamos em um grupo de Whatsapp com policiais militares. Se eu sentir que isso não é coisa boa, coloco o meu destino para todos verem. Eu não vou chegar nem na Weg 2 e a Polícia Militar já vai me abordar. Esse grupo foi criado para manter a nossa segurança. Se tiver alguma coisa, ele vai ficar. Se tiver tudo certo, nós dois seguimos viagem”, descreve Petry.