Gessica Aparecida dos Santos, de 22 anos, foi morta com 21 facadas na região do tórax, na madrugada de terça-feira (31), no distrito de Fragosos,  em Campo Alegre, próximo à indústria de móveis Três Irmãos, local de trabalho da jovem. Ela foi sepultada nesta quarta-feira (1°), às 16h, no Cemitério Ecumênico de Fragosos. O principal suspeito, Sidnei Pereira, companheiro de Gessica, confessou o assassinato. O caso está sendo investigado pelo delegado Cassiano Tiburski, da Delegacia de Proteção à Criança, Adolescente, Mulher e Idoso (Dpcami).
Crime ocorreu no distrito de Fragosos | Foto Divulgação/Redes Sociais
Segundo depoimento de Sidnei, a mulher teria saído de casa para ir à residência dos pais, já que a filha do casal, de quatro anos, estava com febre e precisava ser levada ao hospital. Ele teria seguido a pé a mulher até a residência e em seguida cometeu o crime. Os bombeiros foram chamados para atender a ocorrência às 6h55, mas Gessica já estava sem vida e o corpo apresentava rigidez. O casal vivia com a filha em São Bento do Sul e se mudou para o distrito de Fragosos no início deste ano. Ainda de acordo com informações de Tiburski, o casal estava em conflito e queria se separar. O acusado está preso aguardando a decisão judicial. Nas redes sociais, dezenas de amigos e familiares deixaram depoimentos. A amiga Elaine Malinovski escreveu:"Menina parceira, trabalhadora, humilde, apesar de tantos obstáculos, estava sempre com sorriso no rosto fazendo a gente rir. Éramos um trio, eu você e a Ivanize, a gente deu muito trabalho, né? Hehehehe sexta feira ainda lembramos de como era bom pescar e acampar, passar as noites no acampamento matando pernilongo pra poder dormir. Eu lembro que o pai sempre dizia que ia pescar, e a primeira coisa que eu perguntava era: "a Gessica vai junto?" A gente brigava, se acertava, ia passear pelo carreiro ver os cavalos e saia correndo de medo quando vinha gente estranha no carreiro kkk. Você sempre foi muito corajosa, guerreira, não tinha medo de enfrentar nada, batia de frente mesmo, mas ao mesmo tempo, abraçava, chorava, escrevia cartas". Leia também: Homem joga gasolina e ateia fogo na mulher e no filho