O laudo cadavérico de Luciane Vieira Kochélla, 39 anos, encontrada no rio Itapocu após três dias desaparecida em Jaraguá do Sul, deve ficar pronto em cerca de duas semanas.

De acordo com a assessoria de imprensa do Instituto Geral de Perícias, o prazo para a finalização do documento é de 15 dias depois de encontrado o corpo, o que aconteceu no dia 8 de novembro, nas proximidades da ponte que liga os bairros Amizade e Rau.

De acordo com o delegado que preside o inquérito, Rodrigo Carriço, o resultado é essencial para confirmar a suspeita de que Luciane cometeu suicídio após sair de casa na manhã dia 5 de novembro.

Carriço destaca que, caso o corpo apresente marcas de violência ou que a causa da morte não seja afogamento, o inquérito deve ser remetido para a Divisão de Investigação Criminal, que investiga crimes de homicídio em que não se sabe a autoria.

O corpo de Luciane foi encontrado pelos bombeiros voluntários com os pés amarrados e a boca amordaçada com fita adesiva. Um grupo formado por amigos, parentes e voluntários encontrou uma fita adesiva e duas cartelas de remédios controlados, entre eles um sonífero, na beira do rio. Cães do Canil Setorial do 14º Batalhão de Polícia Militar indicaram que o rastro de Luciane terminou na água.

As buscas começaram após o carro de Luciane, um Ford Fusion, ser localizado na rua Afonso Piazera, via que dá acesso ao rio, no dia seguinte ao seu desaparecimento. O automóvel foi periciado e havia roupas molhadas no porta-malas.

O histórico de depressão pós-parto (ela tinha um bebê de seis meses), um bilhete de despedida e o fato de ter transferido R$ 140 mil para a conta do marido reforçam a tese de suicídio de Luciane.

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