Mayara, a esposa (E), Kunze, tenente-coronel Márcio Leandro Reisdorfer e Júlio durante a homenagem | Foto: Gabriel Vieira/Divulgação
Mayara, a esposa (E), Kunze, tenente-coronel Márcio Leandro Reisdorfer e Júlio durante a homenagem | Foto: Gabriel Vieira/Divulgação

A cerimônia em alusão aos 184 anos da PM realizada no 14º Batalhão de Polícia Militar, em Jaraguá do Sul, contou com um momento muito emocionante. Nesta sexta-feira (3), três anos após sofrer um grave acidente, o soldado Diego Kunze, agradeceu ao médico neurologista Júlio César de Aguiar Junior por ter salvo a sua vida.

Júlio atuava como voluntário no helicóptero Águia 1, da 2ª Companhia do Batalhão de Aviação da Polícia Militar, no dia 5 de março de 2016. Por volta das 18h, no fim do plantão, a aeronave foi até a SC-415, em Massaranduba, para socorrer o policial militar que havia sofrido um acidente de motocicleta.

Julio, o tenente-coronel Iagã Indalencio Cota, o major Marcelo Screpanti Borges Monteiro, o sargento Dorival Luiz e o cabo Ricardo Alexandre Carpes socorreram Kunze e o levaram às pressas para o pronto-socorro do Hospital Jaraguá. Segundo o médico, o transporte feito pelo helicóptero foi o diferencial que salvou a vida do PM.

“Sempre agradeço a Deus por estar no local certo e na hora certa. Naquele dia, fomos chamados no fim do plantão, o helicóptero teoricamente não decola à noite, mas a situação do soldado era muito grave. Ele teve uma fratura exposta de bacia e o sangramento foi muito grave. Se a gente tivesse demorado mais cinco minutos com a aeronave, ele não teria sobrevivido”, comenta o médico.

Kunze foi entubado novamente no Pronto-atendimento de Massaranduba e todo o pré-operatório foi realizado durante o transporte do PM até o hospital, onde ele foi encaminhado para a cirurgia. “A atuação do helicóptero Águia foi fundamental. É muito bom ver que, quando o dinheiro é gasto da forma correta, vale a pena investir sim”, destaca Julio.

Muito emocionado, Kunze agradeceu a todos que o ajudaram naquele momento difícil. Em discurso, o soldado afirmou que toda a história após o seu acidente foi contada pela sua esposa, Mayara, que esteve ao seu lado “forte como uma rocha” durante toda a recuperação.

“Eu só havia tido contato com o doutor Julio por telefone e hoje tive a oportunidade de agradecê-lo por tudo o que ele fez, que foi a diferença essencial para que eu estivesse vivo. Para mim, foi uma honra muito grande. A gente sabe que todo o atendimento que eles prestam é de excelência, mas me contaram que houve um esforço sobre-humano por parte do doutor, lutando pela minha vida. Eles estavam decididos a não perder um irmão de farda naquele dia”, comenta o soldado.

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