Publicidade

Adolescente compartilha vídeo de conteúdo sexual entre alunos em escola de Corupá

Compartilhar
Todos os aplicativos podem ser baixados em smartphones ou tablets | Foto Ilustrativa

Todos os aplicativos podem ser baixados em smartphones ou tablets | Foto Ilustrativa

Três adolescentes acabaram na delegacia após um vídeo com conteúdo sexual explícito ser compartilhado para alunos de uma escola da rede municipal em Corupá. O caso aconteceu na semana passada e reacendeu o debate sobre os cuidados ao utilizar as redes sociais.

De acordo com o responsável pela Delegacia de Polícia Civil de Corupá, Toni Rodrigues, um aluno de 16 anos repassou para os colegas de escola um vídeo de uma garota de 13 anos acariciando o pênis de um adolescente de 12 anos.

"O adolescente de 16 anos, que fez e armazenou a filmagem, vai responder pelo crime do artigo 241 do ECA (Estatuto da Criança e Adolescente)", disse o delegado.

O fato ocorreu no início da semana passada, mas somente foi comunicado à Secretaria de Educação na quinta-feira (30). A ocorrência foi registrada na delegacia de Corupá e os responsáveis pelos adolescentes acompanharam os procedimentos. O aluno apreendido, que teria gravado o vídeo e repassado as imagens aos colegas, foi ouvido pelo delegado e precisará comparecer na promotoria de Justiça para responder pelo ato infracional.

O Conselho Tutelar do Corupá disse à reportagem da Rede OCP News que os adolescentes já foram ouvidos na unidade, juntamente com os pais, e foram passadas as orientações cabíveis para essa situação. Além disso, o Conselho orientou que os adolescentes passem por atendimento psicológico.

Nesta segunda-feira, a secretária de Educação conversou com o delegado Toni.

"As providências estão sendo tomadas pela secretaria, que procura solucionar a situação e deve ouvir as famílias envolvidas nos próximos dias. A promotoria deve ouvir na semana que vem as partes", resumiu a secretária.

Vale lembrar que o armazenamento de conteúdo impróprio envolvendo menores é um crime previsto no artigo 214-B do Estatuto da Criança e do Adolescente. A legislação determina que a pessoa que adquirir, possuir e armazenar foto, vídeo ou outro tipo de registro de cena de sexo explícito ou pornográfica envolvendo criança ou adolescente, está sujeita a uma penalidade de um a quatro anos de prisão, além de multa.

Saiba como orientar seu filho para evitar a superexposição

Com o aumento do uso da internet por adolescentes, o compartilhamento de fotos ou vídeos íntimos se tornou um perigo para muitos jovens que não medem os riscos dessa exposição.

Pesquisa global divulgada pela AVG Technologies, empresa produtora de software de segurança, revelou que 28% dos adolescentes entre 11 e 16 anos já se arrependeram de alguma postagem online e 41% afirmam ter usado redes sociais para falar de assuntos delicados com desconhecidos.

A maioria dos entrevistados (56%) acredita que é fácil manter sua vida online privada, mas quase um terço já sofreu com problemas de invasão – tendo que pedir para algum amigo ou familiar retirar conteúdos sobre eles. Saiba como orientar seu filho para evitar a superexposição:

1. Não deixe o computador ou tablet no quarto do adolescente

Ele deve utilizar o aparelho em um cômodo como a sala, onde pode ser melhor monitorado. Segundo a pesquisa, os pais estão mais propensos a prestar atenção nas tarefas de casa de seus filhos (74%) do que no tempo em que eles passam conectados (48%). Apenas 36% dos brasileiros sabem a senha de seus filhos.

2. Mantenha seu filho próximo, converse com ele

Quase um quarto dos adolescentes (21%) disse que seus pais só sabem aquilo que eles escolhem compartilhar. Saber o que está acontecendo em sua vida e procurar por sinais de novas influências ou angústias é sempre importante. Estabeleça desde cedo um vínculo de confiança.

3. Oriente sobre contato com estranhos na internet

Saliente que a pessoa do outro lado pode estar mentindo.

“É preciso conversar com o adolescente sobre os perigos que cercam a internet. Assim como aconselhamos ‘não fale com um estranho na rua’, devemos orientá-los a evitar contato com estranhos na vida digital. Além dos perigos aos quais os adultos estão sujeitos, há algumas preocupações adicionais, como a exposição a pedófilos, pornografia, violência ou sequestradores”, adverte Mariano Sumrell, diretor de marketing da AVG Brasil.

4. Limite o tempo de uso do computador e da internet

O adolescente não deve concentrar sua vida na tecnologia, mas sim utilizá-la como ferramenta de desenvolvimento e diversão. Segundo a pesquisa, 32% dos jovens acreditam que compartilham coisas demais na internet. É papel dos pais estarem atentos para oferecer outras opções de diversão e educação.

5. Tenha cuidado com fotos e informações postadas

Evite que seja marcado em aplicativos com mapas o endereço residencial da família ou locais frequentados com certa periodicidade. Também não se deve deixar postar foto do adolescente usando o uniforme do colégio em que estuda.

“Os jovens querem tirar o máximo das redes sociais ao compartilhar conteúdos, mas devem estar cientes de que ameaças podem surgir”, alerta Mariano Sumrell.

6. Mantenha-se informado

Pesquise sobre o que há de novidade em relação a redes sociais e tecnologia. 20% dos pesquisados já utilizaram algum tipo de aplicativo anônimo. Nessas ferramentas, é possível publicar desabafos e segredos sem revelar a identidade.

LEIA MAIS: 

Mãe recebe ameaças após sumiço de adolescente de 14 anos em São Bento do Sul

Criminosos invadem posto de saúde para cometer furto em Corupá

Acidente deixa motociclista ferido e causa filas na BR-280, em Araquari

Câmera flagrou homem em cima de viatura em movimento em Jaraguá do Sul

 

Quer receber as notícias no WhatsApp?

Compartilhar