Deputados e senadores da oposição ao governo classificaram a Operação da Polícia Federal Tempus Veritatis, que tem como alvo o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e aliados, como perseguição política. Em sua conta no X, o deputado Delegado Paulo Bilynskyj (PL-SP) afirmou que a operação foi deflagrada apenas 24 horas após Bolsonaro ser recebido por milhares de pessoas em São Sebastião, no litoral de São Paulo. Asn informações são do jornal A Gazeta do Povo

Além de classificar a ação da PF como perseguição política, a deputada Carol de Toni (PL-SC) afirmou “a perseguição contra a direita não tem limites" e disse que, "depois de operações contra Carlos Jordy, Carlos Bolsonaro, a parte III da tentativa para incriminar Bolsonaro e aliados, por qualquer razão que seja, continua”.

Ao comentar a operação da Polícia Federal, o deputado Messias Donato (Republicanos-ES) afirmou que "segue a busca implacável para intimidar a oposição" e desejou força ao ex-presidente. “Bolsonaro também foi alvo da perseguição. Seja forte, meu presidente @jairbolsonaro! O medo de sua popularidade está evidente. Primeiro foi após uma live de muito sucesso. Agora, após uma manifestação pacífica lotada de patriotas. A democracia relativa segue a todo vapor.”

Na mesma linha, a deputada Carla Zambelli afirmou que 24h após uma linda demonstração de apoio popular, o ex-presidente e seus aliados foram alvos de mandados. O filho do ex-presidente, deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) listou as datas de eventos realizados pelos Bolsonaro e das ações da Polícia Federal consecutivamente. Ele ainda disse que a “política no Brasil é feita no supremo tribunal federal”.

No dia 29 de janeiro, o filho 02 do ex-presidente, o vereador Carlos Bolsonaro (PL-RJ), foi alvo da Operação Vigiância Aproximada por suspeita de ter recebido dados coletados ilegalmente pela Agência Brasileira de Inteligência (Abin). Um dos locais das buscas foi o gabinete de Carlos Bolsonaro na Câmara Municipal do Rio de Janeiro, onde foram apreendidos um computador e documentos. Na ocasião, o ex-presidente afirmou que querem tirá-lo de combate “à qualquer preço”.

A operação que mirou Carlos Bolsonaro foi a terceira contra um político de direita aliado ao ex-presidente realizada em menos de duas semanas. No dia 25 de janeiro, o deputado federal Alexandre Ramagem (PL-RJ) foi alvo de uma ação que investigava seu envolvimento no caso da Abin.

A ação da PF contra o deputado Carlos Jordy (PL-RJ), em 18 de janeiro, visou investigar se ele teria orientado caminhoneiros em protestos após o segundo turno da eleição presidencial de 2022. Tanto Ramagem quanto Jordy são pré-candidatos do PL às prefeituras do Rio de Janeiro e de Niterói, respectivamente.

O presidente nacional do partido Novo, também classificou a Operação como perseguição política, ao questionar se existe “alguma outra democracia onde tantos políticos de oposição são perseguidos, intimidados, investigados, processados e presos como tem acontecido rotineiramente aqui?”

Segundo o deputado Coronel Meira (PL-PE), "o crime de Bolsonaro é arrastar multidões por onde passa, e a simples possibilidade de ele voltar a ser presidente assusta o SISTEMA! A democracia está sob grave risco".