Ele participou da reunião da comissão de Finanças do legislativo | Foto Divulgação Mauro Arthur Schlieck/CVJ
Ele participou da reunião da comissão de Finanças do legislativo | Foto Divulgação Mauro Arthur Schlieck/CVJ

“Meio Ambiente é câncer do País”. A frase polêmica foi afirmada dentro do legislativo de Joinville, nesta quarta-feira (8) pelo empresário dono das lojas Havan, Luciano Hang. Ele participou da reunião da comissão de Finanças da Câmara de Vereadores de Joinville e junto a outros empresários da cidade criticou a morosidade nos pedidos de licenciamento ambiental na cidade.

A reunião foi feita no plenário da CVJ e que ficou completamente lotado. Luciano Hang afirmou que a questão ambiental é o "câncer do País", e que os empresários têm pressa para construir empreendimentos e gerar empregos.

O empresário citou o Estudo de Impacto de Vizinhança, exigido para a implantação de grandes empreendimentos no município, afirmando que o documento tem 120 itens, o que considera um exagero.

“São 500 páginas para conseguir construir uma loja. O empresário enfrenta uma corrida de obstáculos para empreender”, disse.

Em abril, o Huang publicou, nas suas redes sociais, críticas ao que considerou como demora do processo de licenciamento de novas lojas da Havan em Joinville. Neste caso o terreno adquirido pelo empresário fica em uma área que já foi considerada de cota 40, mas já passou por processos de mineração.

O secretário de Planejamento Urbano, Danilo Conti, afirmou que as dificuldades das quais os empresários reclamam são um problema histórico que não é exclusividade de Joinville.

Regras claras

O presidente do Sindicato das Indústrias de Construção Civil (Sinduscon), Vilson Buss, afirmou que indústria da construção civil necessita de regras mais claras, celeridade e desburocratização.

“É preciso ainda definição clara de qual é a interpretação da legislação utilizada pela Prefeitura, disse. Segundo ele, as empresas que a entidade representa têm 77 empreendimentos esperando por alvará, que gerariam 9 mil empregos e R$ 125 milhões anuais em impostos, levando-se em conta IPTU, ISS e ITBI.

O representante do Comitê Permanente de Desburocratização de Joinville, Rudimar Back Defreyn, afirmou, entretanto, que a cidade tem uma das legislações mais modernas do país no que diz respeito a alvarás. Para Defreyn, os problemas relatados são causados, principalmente, pela falta de digitalização dos processos.

*Windson Prado com informações de assessoria de imprensa

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