O economista, ex-executivo da WEG e presidente da Rede OCP News, Walter Janssen Neto, assinou ficha no Partido Novo. O empresário afirma que tomou a decisão por ser um entusiasta das ideias do Novo.
Mudanças no cenário político, a necessidade de imprimir um modelo de gestão mais eficiente ao país e a redução dos custos da máquina pública são algumas das bandeiras que o partido defende e que agradam o economista.
Walter Janssen Neto tem um posicionamento crítico às regalias das quais os políticos com cargo fazem uso, como um número exagerado de assessores e gasto indiscriminado de diárias.
Ele também defende a necessidade das pessoas insatisfeitas com a situação atual participarem efetivamente da política.

“O cidadão brasileiro está cansado de tanta corrupção, promessas não cumpridas e falta de eficiência na gestão dos recursos públicos. Algumas atitudes chegam a ser deboche. Mas temos que sair da comodidade, de ficar na poltrona e nas redes sociais reclamando para nos tornarmos parte da mudança que desejamos. Acredito que com a experiência que adquiri nessa jornada posso dar minha contribuição”, declarou à coluna, confirmando a filiação.

Walter Janssen tem 60 anos, é formado em economia, atua como membro do conselho de administração de empresas como a Grendene e a Intelbras, tem especialização em governança corporativa pelas Universidades de Stanford, Chicago Business School e Wharton School, trabalhou por mais de 30 anos na WEG e foi presidente do grupo nos Estados Unidos.

Candidato à presidência

O Partido Novo conseguiu o registro no fim de 2015 e no ano seguinte elegeu quatro vereadores. Eles cortaram em 70% a quantidade de assessores e 50% das verbas de gabinete. Entre os focos da sigla este ano estão a eleição para o Congresso Nacional e para presidência da República.
O engenheiro e administrador João Amoêdo, que no último fim de semana esteve em Florianópolis apresentando suas propostas, é o pré-candidato do partido.
Nas redes sociais, já tem meio milhão de seguidores. Entre as propostas do Novo estão a diminuição da carga tributária, privatizações de empresas e foco do poder público na prestação de serviços de qualidade em saúde, educação e segurança.

Partido Novo pede mais investimento no ensino fundamental

O Novo também faz eco à sugestão do Banco Mundial de que a faculdade pública cobre mensalidade de quem tiver condições financeiras de pagar para investir mais no ensino fundamental.
Hoje, o ensino superior consome em média 60% das verbas destinadas à educação no país. O Novo aumentou em 20% as filiações no último mês. Outra liderança catarinense que passou a fazer parte do partido foi Tito Schmitt, vice-presidente da Fiesc.