Estação do Samae tem capacidade para tratar mil litros de água por segundo | Foto Eduardo Montecino/OCP News
Estação do Samae tem capacidade para tratar mil litros de água por segundo | Foto Eduardo Montecino/OCP News

O rio Itapocu atende cerca de 70% da população de Jaraguá do Sul e é nele que o Serviço Autônomo Municipal de Água e Esgoto (Samae) capta, trata e distribui a água potável.

O coordenador da Estação de Tratamento de Água (ETA), Erick da Costa, 37 anos, ressalta que a água coletada do rio Itapocu passa por um rigoroso controle operação.

A captação começa em um pré-sedimentador, onde a parte mais grossa da sujeira permanece. Depois são adicionados coagulantes até chegar na turbidez, processo no qual é retirado o restante da sujeira.

Etapa onde a água é misturada | Foto Eduardo Montecino/OCP News

Antes de ir para os filtros, a água ainda passa novamente pela coagulação, floculação e decantação. Nessa fase, ela é agitada para que as partículas de sujeira se unam e formem flocos, que vão se depositando no fundo separando-se da água.

Etapa da filtragem da água | Foto Eduardo Montecino/OCP News

O próximo passo é realizar a análise do início ao final do processo. "Nessa etapa é adicionado o cloro para fazer a desinfecção de água e o flúor para prevenção de cárie dentária", explica Erick.

Ainda são feitas as análises fisioquímicas, microbiológicas e sensoriais da água. De acordo com Erick, todo esse processo, desde a captação, leva em torno de 1h30.

Análise laboratorial da água | Foto Eduardo Montecino/OCP News

O coordenador ainda relata que na parte operacional a água é analisada a cada duas horas, mas o Samae tem técnicos online que mandam constantemente a análise da parte bruta, imprópria para consumo, e tratada. "A cada dois minutos a água de Jaraguá do Sul está sendo analisada", frisa.

Após ser examinada e atestada, a água potável é liberada para os reservatórios e armazenada antes da distribuição. Através das redes de distribuição, finalmente ela chega às casas dos jaraguaenses.

Rede de distribuição da água da Samae | Foto Eduardo Montecino/OCP News

O técnico em operação de ETA, Kleuber Rei Marques, 26 anos, explica que quando ocorrem muitas chuvas, o rio Itapocu sobe rápido e a turbidez não suporta a quantidade de água que vem dele.

Por isso, antes da captação, são colocadas balsas que funcionam como um filtro rápido nesses casos, o que atrasa o processo.

 

Quer receber as notícias no WhatsApp?