As academias ao ar livre estão por todo lugar. O projeto completa cinco anos em Jaraguá do Sul neste mês de julho e já conta com 29 academias espalhadas pelos 36 bairros da cidade.

Na rotina do aposentado Abílio Olindro Daniel, 77 anos, os aparelhos viraram rotina. Ele conta que vai cinco vezes por semana até a estrutura instalada no Centro, fazendo em média uma hora de exercícios. O aposentado, que mora no bairro Vila Lenzi, faz um circuito entre todos os aparelhos.

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"Essas foram as duas primeiras academias ao ar livre da cidade", aponta o coordenador. Quando ele está presente para orientar os movimentos, o número de praticantes chega a 35 pessoas. A média de idade, segundo ele, é a partir dos 45 anos.

O auge da proposta ocorreu de 2014 a 2016, quando, com o auxílio de acadêmicos de educação física, coordenados por profissionais formados, havia o atendimento de mais 60 pessoas em seis academias, nos períodos matutino e vespertino.

Apesar dos horários com o professor serem escassos, as estruturas ficam disponíveis para o público o tempo todo. "É ótima iniciativa, todos os lugares deveriam ter. Quando não consigo vir, parece que falta alguma coisa", relata Olindro Daniel.

O coordenador do projeto Academia da Saúde destaca a importância da atividade física para prevenção e manutenção da saúde. O professor também considera o número de idosos crescente na cidade, enfatizando a necessidade do envelhecimento com qualidade de vida.

Objetivo é diversificar academias

Na contrapartida dos benefícios que as academias ao ar livre proporcionam aos usuários, está o curto período de vida útil das estruturas, que por conta da baixa qualidade do material, precisam de manutenções frequentemente.

"Não temos recursos para comprar novos equipamentos, então o que quebra ou precisa de conserto, os apenados [responsáveis pela manutenção] recolhem e deixam na Secretaria de Obras para o reparo", explica o secretário de Cultura, Esporte e Lazer, Augustinho Ferrari. Ele também observa que atualmente, as academias ficam muito expostas às variações do tempo, o que prejudica a preservação dos materiais.

A intenção, conforme o Ferrari, é centralizar as academias e áreas de lazer em espaços maiores, que ofereçam uma variedade de atividades e qualidade dos equipamentos. Ele cita como exemplo as estruturas no Centro de Inovação, Parque Ambiental no bairro Três Rios do Norte e Via Verde, na Ilha da Figueira.

Reconhecendo que as condições atuais estão longe de um padrão de qualidade, Ferrari pondera que engenheiros da Prefeitura estão fazendo um levantamento de gastos para aquisição de novas estruturas. "Neste ano devemos lançar um licitação para compra de novos equipamentos", avalia.

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