Pai e filha. Sargento e soldado. Esta é a história do 1º sargento Carlos Cypriano e da soldado Camila João, ambos bombeiros militares. Um já na Reserva Remunerada e outro trabalhando atualmente no Serviço de Segurança Contra Incêndio em Forquilhinha.

O sargento Carlos ingressou para o Corpo de Bombeiros Militar de Santa Catarina (CBMSC) em 1987, quando havia completado 18 anos. “Foi uma das melhores decisões que eu tive em minha carreira profissional”, ressaltou. “Nos três primeiros anos trabalhei em Florianópolis e em seguida vim para Criciúma, onde trabalhei até a Reserva Remunerada”, comentou. “Fui de soldado a 1º sargento, foram 30 anos dedicados à corporação, e pelas minhas contas, participei de mais de 13.000 ocorrências”, destacou.

O desejo de ser servidora pública esteve com Camila desde a faculdade de psicologia. Antes de se formar psicóloga, ela passou para concurso de agente temporário da Polícia Militar, guarda municipal, três concursos para o Corpo de Bombeiros Militar de Santa Catarina, dois para a Polícia Militar e um para a Polícia Civil. “Optei pelo Corpo de Bombeiros Militar por já conhecer o dia a dia da profissão, desde muito nova estive em quartéis”, enfatizou.

Camila incorporou ao CBMSC em 2012. “Após o Curso de Formação de Soldados fui transferida para Tangará, no Meio Oeste, em seguida vim para Criciúma e atualmente estou em Forquilhinha”, informou. “Boa parte da minha carreira servi em atendimentos operacionais, mas já tive a oportunidade de trabalhar na Formação Sanitária como psicóloga e atender policiais e bombeiros militares”, comentou.

Foto: Manuela Silva

Carlos e Camila já trabalharam juntos em ocorrências operacionais, ele como Chefe de Socorro e ela como combatente de incêndios. “Chegou o dia em que eu comandava a guarnição e ela estava atuando no Caminhão de Combate à Incêndios. Ao chegar no local da ocorrência e ver a minha filha combatendo, não teve preço”, relembrou o sargento.

“É gratificante seguir os passos do meu pai, nós sempre tivemos uma ótima relação”, ressaltou. “Como eu vivi desde pequena neste meio, é muito legal ter contato com outros bombeiros militares que trabalharam com ele e hoje trabalham comigo, é um ambiente familiar”, finalizou.