A professora Giseli de Lorena, que dá aulas de geografia para turmas de 6º ao 9º anos nas escolas municipais Francisco Mees e Aluísio Carvalho de Oliveira, de Corupá, no Norte catarinense, compõe o seleto grupo de 54 professores do Brasil que vão participar entre os dias 26 a 30 de junho, do Programa Missão Pedagógica no Parlamento, da Câmara dos Deputados, em Brasília. O programa objetiva oferecer aos professores formação em educação para democracia contribuindo para a valorização da escola como espaço privilegiado para a vivência de experiências de cidadania e democracia bem mais amplas do que o período eleitoral. O programa voltado para professores está em sua sétima edição. A missão é realizada em três etapas. A primeira começou em fevereiro deste ano, quando mais de mil professores de todo País se inscreveram e participaram de um sorteio eletrônico para definir 16 participantes por Estado. Após esta etapa, ocorreu um rigoroso processo seletivo online com atividades discursivas, questionários e pesquisas, com duração de 30 horas. A partir deste seletivo, as duas pessoas que atingiram as maiores notas, por Estado, passaram para a segunda fase, que será a capacitação presencial em Brasília, promovida pelo Centro de Formação, Treinamento e Desenvolvimento da Câmara dos Deputados, dos dias 26 a 30 de junho. Em Santa Catarina, a professora Giseli de Lorena e outra educadora de Jaguaruna, no Sul do Estado, foram as duas aprovadas para a fase presencial. A terceira etapa do programa será realizada nas escolas onde os professores participantes trabalham. Consistirá na elaboração de uma ação para a democracia. A professora Giseli planeja montar um projeto de lei que transforme a produção da banana no município que é considerado a Capital Catarinense da Banana em patrimônio cultural imaterial. Patrimônio cultural imaterial é formado por práticas, representações, expressões, conhecimentos e técnicas transmitidos de geração em geração e constantemente recriados pelas comunidades e grupos em função de seu ambiente, de sua interação com a natureza e de sua história, gerando um sentimento de identidade e continuidade, contribuindo para promover o respeito à diversidade cultural e à criatividade humana.
Professora Giseli, das escolas Francisco Mees e Aluísio Carvalho de Oliveira, de Corupá, elaborará projeto com seus alunos para valorizar a  Capital Catarinense de Corupá | Foto Divulgação
Professora Giseli, das escolas Francisco Mees e Aluísio Carvalho de Oliveira, de Corupá, elaborará projeto com seus alunos para valorizar a Capital Catarinense de Corupá | Foto Divulgação
A ideia do projeto de lei que a professora Giseli pretende criar com seus alunos é preservar as características da produção da banana e valorizar os produtores e suas famílias, valorizando ainda mais o título de Corupá como Capital Catarinense da Banana. O estudo com os alunos deve ser apresentado à Câmara de Vereadores, para que seja transformado em projeto de lei e votado. Giseli comenta que está muito feliz por ter a oportunidade de participar do Programa Missão Pedagógica no Parlamento, que conquistou com muito esforço e estudo. Formada em geografia e história, a professora leciona desde 2013 e destaca que desde que iniciou seu trabalho em sala de aula traz a democracia e cidadania como temas transversais nas aulas. "Teremos cidadãos questionadores e certos de seus direitos e deveres a partir do momento que os estudantes sejam orientados sobre a democracia na escola, pois a democracia se pratica todos os dias, na escola, em família, na comunidade", conclui. No ano passado, Giseli também participou de um concurso de redação para professores da Fundação Logosófica. Concorrendo com cerca de 20 mil inscritos no País, sua redação foi classificada entre as 10 melhores. Na ocasião, recebeu como prêmio um telefone celular de última geração, entregue em cerimônia de premiação na Fundação Logosófica do Rio de Janeiro. *Com informações e fotos da assessoria de imprensa da Prefeitura de Corupá