A novela do serviço de guincho em Jaraguá do Sul conta com um novo capítulo ainda em agosto. Segundo Irio Riegel, diretor de Trânsito da Prefeitura de Jaraguá do Sul, o serviço deve ser licitado neste mês. Ele revelou que a documentação foi levada para análise da Procuradoria Jurídica na terça-feira (1º). Assim que houver um parecer favorável do jurídico, o edital deve ser publicado.

“O edital de credenciamento será feito apenas para o serviço de transporte de veículos. O pátio será administrado pela Diretoria de Trânsito”, explica, ao ressaltar que servidores do setor serão remanejados para trabalhar no pátio. De acordo com Riegel, qualquer empresa, desde que atenda aos pré-requisitos do edital, vai poder atuar no serviço de recolhimento dos automóveis na cidade.

O terreno do novo pátio está localizado no bairro Nereu Ramos. O local está sendo estruturado com instalações elétricas, internet e contratação de funcionários. A área possui mais de 10 mil metros quadrados.

CÂMARA DE VEREADORES REGULAMENTOU O SERVIÇO

No dia 18 de julho, a Câmara de Vereadores de Jaraguá do Sul aprovou em segunda votação o projeto de lei que regulamenta o serviço de remoção, recolhimento e depósito de veículos apreendidos por infrações à legislação de trânsito no município. O projeto chegou a receber três emendas, propostas pelo vereador Arlindo Rincos (PSD), mas as três foram rejeitadas.

Uma das emendas buscava uma maior cobertura do pátio para manter os veículos e evitar acúmulo da água das chuvas, o que poderia provocar a proliferação do mosquito da dengue. Mas, os vereadores da base governista argumentaram que não haveria necessidade da cobertura, que poderia onerar o serviço, deixando a diária mais cara.

POLÍCIA MILITAR QUER INTENSIFICAR FISCALIZAÇÃO

Com o guincho desativado há quase três anos, a Polícia Militar aguarda pela volta do serviço para intensificar a fiscalização na cidade. De acordo com o capitão da PM Antonio Benda da Rocha, responsável pelo setor de trânsito do 14º Batalhão de Polícia Militar, a medida vai garantir mais segurança no setor para o município. “Para termos um trânsito mais seguro, é preciso ter ações educativas e de fiscalização. É necessário cobrar o comportamento do motorista e isso é possível apenas quando se consegue concluir as várias etapas da autuação”, relata Benda.

O capitão da PM explica que atualmente o veículo não é recolhido quando um motorista é preso por dirigir embriagado e não há um motorista habilitado para levar o veículo embora, por exemplo. Com isso, a autoridade de trânsito não consegue concluir essa etapa da penalização do motorista. “Há motocicletas de R$ 6 mil rodando com mais de R$ 10 mil em multas. Isso pode promover motoristas que não respeitam a sinalização e praticam uma direção perigosa”, enfatiza.