Içara recebeu nesta quarta-feira, dia 11, mais dois resultados positivos de dengue do Laboratório Central de Saúde Pública (Lacen). Os casos pertencem a uma mulher de 51 anos de idade e a um homem de 54 anos, os dois residentes do bairro Presidente Vargas e parentes da mesma família que teve laudos positivos na semana passada. Até o momento são 53 focos do mosquito Aedes aegypti localizados no município. Dos testes enviados ao Lacen, oito tiveram resultado negativo.

Com estes dois novos casos já são sete confirmados para a doença em Içara, três do início do ano, que pegaram a doença fora do município e quatro da mesma família positivados nestes últimos dias que não viajaram e possivelmente foram picados pelo mosquito dentro do município.

Nestas últimas semanas os profissionais de saúde estão passando por capacitações para intensificar as fiscalizações. No mês passado, o município intensificou a conscientização e fiscalização lançando a campanha 'Içara no Combate à Dengue'. Os agentes de endemias e agentes comunitários estão visitando as casas e terrenos abandonados, além de realizarem palestras nas escolas.

"Com transparência e seriedade lidamos com o quadro epidemiológico da dengue no município. Nossos profissionais estão atentos e prestando o atendimento à população, assim como, conscientizando a todos sobre a forma adequada de evitar a proliferação do mosquito. Todos precisam fazer a sua parte", lembrou o secretário de saúde de Içara Sandro Ressler.

Sintomas
Normalmente, nesses quadros chamados clássicos, a primeira manifestação da dengue é a febre alta (maior que 38°C), de início abrupto, que geralmente dura de 2 a 7 dias, acompanhada de dor de cabeça, dores no corpo e articulações, além de prostração, fraqueza, dor atrás dos olhos, e manchas vermelhas na pele. Também podem acontecer erupções e coceiras na pele.

Contudo, podem ocorrer sinais de alarme, assim chamados por sinalizar o extravasamento de plasma e/ou hemorragias que podem levar o paciente a choque grave e óbito. A forma grave da doença inclui dor abdominal intensa e contínua, náuseas, vômitos persistentes e sangramento de mucosas.

Transmissão
O mosquito Aedes aegypti pode transmitir três doenças: dengue, zika vírus e chikungunya. A melhor estratégia de prevenção dessas doenças continua sendo a eliminação de locais que possam acumular água.

A fêmea deposita até 100 ovos nas paredes internas de recipientes que tenham ou que possam acumular água. Ela escolhe mais de um local para realizar cada postura, o que garante maior sucesso reprodutivo, ou seja, podem nascer insetos de vários recipientes no mesmo ambiente. Nesses locais os ovos podem durar até um ano e meio. Em contato com a água, os ovos desenvolvem-se rapidamente. O mosquito adulto surge num ciclo de, aproximadamente, sete dias.
Períodos chuvosos atrelados ao calor são favoráveis à proliferação do Aedes aegypti.

Orientações para evitar a proliferação do Aedes aegypti

- evite usar pratos nos vasos de plantas. Se usá-los, coloque areia até a borda;
- guarde garrafas com o gargalo virado para baixo;
- mantenha lixeiras tampadas;
- deixe os depósitos d'água sempre vedados, sem qualquer abertura, principalmente as caixas d'água;
- plantas como bromélias devem ser evitadas, pois acumulam água;
- trate a água da piscina com cloro e limpe-a uma vez por semana;
- mantenha ralos fechados e desentupidos;
- lave com escova os potes de comida e de água dos animais no mínimo uma vez por semana;
- retire a água acumulada em lajes;
- dê descarga, no mínimo uma vez por semana, em banheiros pouco usados;
- mantenha fechada a tampa do vaso sanitário;
- evite acumular entulho, pois ele pode se tornar local de foco do mosquito da dengue;
- denuncie a existência de possíveis focos de Aedes aegypti para a Vigilância Epidemiológica do município;
- caso apresente sintomas de dengue, chikungunya ou zika vírus, procure uma unidade de saúde para o atendimento.