Uma cena lamentável aconteceu em um jogo do Campeonato Capixaba. Após uma confusão ao final do primeiro tempo da partida contra o Nova Venécia, o técnico da Desportiva Ferroviária, Rafael Soriano, agrediu a assistente Marcielly Netto.

Ele deu uma cabeçada no rosto da mulher logo após receber um cartão amarelo por reclamação. Ao ver a cena, o árbitro Arthur Rabello expulsou o profissional, que ainda ameaçou a bandeirinha.

“Se você disser que eu te agredi, a gente vai para a delegacia. A gente vai fazer corpo de delito. Se não, eu vou te processar, vou te processar. Ela está dizendo que eu agredi. Mentira. Está se usando porque é mulher. Está querendo aproveitar de uma situação porque é mulher. Gonzalo (Latorre) foi encurralado, ela empurrou os jogadores e agora ela quer dizer que foi agredida. Mentira”, disse o treinador, em entrevista à TV Educativa.

Após o fim do jogo, a Desportiva Ferroviária anunciou a demissão de Soriano através das redes sociais. Além disso, ele foi suspenso de forma preventiva por 30 dias pelo Tribunal de Justiça Desportiva de Futebol do Espírito Santos (TJD-ES).

No despacho, Eduardo Xible Salles Ramos, presidente do TJD-ES, ressaltou a “gravidade do ato e a necessidade de intervenção imediata” e determinou o prazo de 30 dias como suficiente para instauração e julgamento do competente processo disciplinar, conforme previsto no artigo 35 do Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD).

O magistrado ressaltou ainda que “independentemente da forma, se tentada ou consumada, a agressão deve ser exemplarmente punida, de modo a coibir que tais práticas se repitam”.