O Sada Cruzeiro conquistou o sétimo caneco de sua história na Superliga Masculina de Vôlei ao vencer o Minas por 3 sets a 0, no último domingo (8), fechando a série decisiva em 2 a 1.

E a conquista foi especial para o jaraguaense Guilherme Rech, que comemorou seu primeiro título na principal competição da modalidade no Brasil.

Desde 2017 na Raposa, o central de 2,04m participou de praticamente todos os jogos do time na atual edição da Superliga, entrando em momentos pontuais de saque.

“É meu primeiro ano no adulto e ainda vamos dando um passo de cada vez. Se Deus quiser, logo vou estar de forma mais efetiva no time”, disse o atleta de 21 anos.

Foto: Divulgação/Sada Cruzeiro

Mas não foi apenas a Superliga. Rech já havia comemorado outros quatro títulos com o Cruzeiro na temporada 2021/2022: Mundial, Sul-Americano, Supercopa e Mineiro. A equipe celeste só não faturou a Copa Brasil.

“Quando comecei a jogar em Jaraguá do Sul sempre sonhei em ser campeão da Superliga, de estar no topo, ainda mais no Sada Cruzeiro que é o maior time do Brasil e talvez do mundo. Então a satisfação é enorme por participar dessa temporada perfeita e estar jogando com meus ídolos”, destacou.

O atleta agora chega em Jaraguá do Sul neste fim de semana para curtir as férias com a família e amigos, e se reapresenta ao Cruzeiro somente no fim de junho.

História no vôlei

O primeiro contato de Guilherme Rech com o vôlei foi aos 9 anos de idade, na Escola Machado de Assis, no bairro João Pessoa. E não demorou muito para que o talento da ainda criança na época fosse detectado.

No tradicional Encontro de Polos do voleibol de Jaraguá, o menino foi chamado pelo professor e idealizador do projeto Evoluir, Benhur Rosado Sperotto, para entrar na equipe de base da cidade. Um passo que fez a carreira nas quadras começar a deslanchar.

Ao lado da mãe Ana Paula Ramalho (E), Guilherme após título conquistado na base jaraguaense | Foto Divulgação

Após quatro anos jogando pela sua terra natal, o jaraguaense defendeu Timbó por uma temporada e deixou Santa Catarina, aos 15 anos, para atuar no AABB Sada, do Rio de Janeiro.

Até que, em 2017, surgiu o convite para compor a base do Cruzeiro, clube que detém seus direitos desde então. Ele também jogou emprestado no Lavras (MG) e Ribeirão Preto (SP), além de passagens pela seleção brasileira de base.