Depois de 13 anos, a Liga Jaraguaense de Futebol (LJaF) tem um novo presidente.

Alegando motivos pessoais, Rogerio Lauro Tomazelli deixou o cargo no mês de fevereiro para entrada do até então vice-presidente Marcio de Marco, que conduzirá a entidade até o fim do mandato da atual gestão, que vai até dezembro de 2021.

Natural de Cunha Porã e radicado em Jaraguá do Sul há 36 anos, sendo 35 deles envolvidos no futebol amador da cidade, Marcio já atuou como dirigente e técnico de diversas equipes jaraguaenses durante esse período.

Agora, o empresário de 52 anos deixa o campo para atuar nos bastidores, após um convite que, segundo ele, chegou como uma surpresa.

“Não fazia parte dos meus planos, até porque tenho minha empresa e me afastei um pouco do esporte por causa disso. Mas o Rogério me ligou fazendo o convite e demonstrou confiança em mim. Sempre me dei bem com todo mundo, recebi apoio e resolvi aceitar o desafio”, disse.

O novo mandatário assume a LJaF em um momento delicado, principalmente por conta da pandemia, que trava o calendário de competições, como foi no ano passado.

Foto: Lucas Pavin/Avante! Esportes

Ainda com muitas incertezas sobre o futuro da doença, a ideia do gestor é organizar um único campeonato no segundo semestre, quando a situação tende a estar um pouco melhor na região.

“Acredito que nada será resolvido até o fim do ano. Pode acontecer algumas liberações. Se o futebol for uma, não adianta abraçarmos tudo e querer fazer todos os campeonatos. Não vai dar. Vamos sentar com os clubes, encontrar um meio termo para não prejudicar ninguém e ser bom para todo mundo. Não adiantar forçar nada e já é bom começar a pensar nesse campeonato único para fazer bem feito”, comentou.

Esse torneio único ainda vai depender da diminuição de casos do novo coronavírus, bem como a flexibilização no decreto municipal com o passar do tempo.

Caso isso aconteça, o torneio deverá reunir os times dos Campeonatos Varzeano, Primeira e Segunda Divisão.

Demais objetivos e projetos

Mesmo com mandato curto, Marcio de Marco tentará cumprir ou pelo menos iniciar outros projetos até o fim da temporada.

Um deles é levar recursos aos clubes do interior. “Eu sou do interior e sei o que eles (clubes) têm. É o clube, uma sociedade que dá o lazer para essas pessoas. Então meu projeto é levar recursos para esses locais. Eles existem, só precisam estar organizados. Esse projeto já quero começar muito bem até dezembro”, destacou.

Outro objetivo é fortalecer alguns campeonatos, especialmente o da Primeira Divisão, que vem sendo disputado por, no máximo, cinco equipes.

“Tenho a preocupação de que tem que melhorar. O tamanho do nosso município, somado com toda região da Amvali, fica feio ter um campeonato da Primeira Divisão com quatro, cinco times. É necessário ter um futebol amador forte”, declarou.

Lance da última final da Primeirona, entre Cruz de Malta e Flamengo, em 2019 | Foto: Lucas Pavin/Avante! Esportes

Além disso, Marcio projeta futuros investimentos em escolinhas e a criação de um Campeonato Municipal, no estilo ‘Copão’ ao final de cada ano, com campeões e vices de outras competições disputando o título.

“Temos o campeão da Primeira e Segunda Divisão, do Varzeano, mas não do município. Temos que dar incentivos assim, porque os clubes terão atividades o ano todo e dá uma possibilidade para ele explorar seu bar e fazer eventos apoiados pela Liga”, afirmou.

E para colocar as metas em prática, o presidente ressalta que o trabalho não será feito individualmente e conta com apoio dos clubes.

“Tenho amigos e contatos em muitos lugares, então é um desafio que vou compartilhar com um grupo grande. Sou empresário e sempre disse que o mais ou menos não serve. Ou você está dentro ou fora. O clube que está em cima do muro é melhor ficar fora e quando quiser voltar, as portas estarão abertas. O que não dá é ter 20 clubes associados e cinco pagando. Então vejo que não estarei sozinho para o desafio de fazer acontecer de novo e o futebol amador voltar a ter força”