O triatlo é um esporte que exige muita dedicação dos atletas, afinal, é preciso passar por quatro disciplinas (natação, ciclismo, corrida e transições), além dos treinos auxiliares que ajudam no desenvolvimento de um triatleta.

Para as mulheres, essa rotina costuma ser ainda mais pesada, já que muitas acumulam funções fora do esporte que geram uma sobrecarga. E o baixo número de competidoras comprova essa tese.

No Ironman, a principal prova da modalidade no mundo, por exemplo, a inscrição feminina não chega a 10% dos participantes.

Foto Divulgação

No entanto, há muito tempo as mulheres já provaram sua força para conquistar cada vez mais espaço na sociedade e, se depender de uma jaraguaense, essa barreira há de ser quebrada também no triatlo.

Com 10 provas já concluídas na conta, seja nas categorias Sprint (750m de natação, 20km bicicleta e 5km corrida), Olímpico (1.500m, 40km e 10km), Meio Ironman (1.900m, 90k e 21km) ou Ironman (3.800m, 180km e 42,2km), Maíra Sandri Coutinho Torizani idealizou um projeto para tirar as representantes femininas desse sub-representativismo no esporte.

A atleta de 35 anos usa o perfil pessoal no Instagram (@mairayeah) para dividir toda sua jornada de treinos, desafios e superações através da hashtag #maismulheresnotriathlon. E a campanha vem funcionando.

Com o interesse de muitas delas em praticar a modalidade, Maíra chegou a mais de 24 mil seguidores de vários cantos do Brasil e se tornou uma inspiração para diversas pessoas.

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Além disso, a #maismulheresnotriathlon já teve mais de 10 mil compartilhamentos, com mulheres se conectando, se apoiando e transmitindo força através do esporte.

“Eu acredito no empoderamento feminino por meio do triatlo, porque quando as mulheres veem o que podem alcançar no esporte, elas também começam a ultrapassar fronteiras em outras áreas da vida”, destaca Maíra.

Caso de sucesso

Por ser um ambiente predominantemente masculino, pode ser intimidador para as mulheres pensarem em incluir esse esporte em suas vidas.

Além disso, muitas se perguntam onde encontrarão tempo para treinar, como vão aprender sobre todos os equipamentos e se elas vão conseguir superar medos como nadar em águas abertas e pedalar longas distâncias na estrada.

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Mas esses desafios vêm sendo superados e diversas mulheres se inspiram na trajetória de Maíra para iniciar no triatlo, que já conta com 10 praticantes em Jaraguá do Sul.

Enquanto algumas encaram o projeto para cumprir vitórias pessoais, outras o utilizam para desafiar seus limites e se tornar uma referência.

É o caso de Carolina Bilato (foto abaixo). A paulista de Limeira acompanhava a rotina da jaraguaense e compartilhava seus anseios e dúvidas sobre o esporte.

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Com o passar do tempo, o medo foi se esvaindo e a grande dedicação no esporte rendeu frutos, a ponto dela se tornar a melhor triatleta amadora do Brasil, inclusive, representando o país em campeonatos mundiais.

“Esse é o poder da comunidade. Quero que as mulheres saibam que podem fazer e ser o que quiserem. Às vezes nós nos sentimos sozinhas e a jornada pode ser assustadora, mas valerá a pena”, declara Maíra.

Busca pelo reconhecimento

Fechando seu quarto ano como triatleta e se preparando para fazer a 11ª prova, sendo a terceira de Iron (3.800m de natação, 180km de bike e 42,2 km de corrida), Maíra Sandri Coutinho Torizani sonha em criar um legado no esporte.

O projeto Mais Mulheres no Triathlon foi um passo. Agora, ela busca o reconhecimento do gênero como ‘Mulheres de Ferro’.

“Todas as vezes que você cruza a linha de chegada, o locutor diz: Parabéns, você agora é um Ironman! Mas eu não sou um “Homem de Ferro”. Eu sou uma “Mulher de Ferro”. E quero que todas as mulheres possam ser reconhecidas como Ironwoman e não Ironman”, afirma a triatleta jaraguaense.

Quer acompanhar o projeto de Maíra? Siga o Instagram @mairayeah e veja tudo sobre a rotina da triatleta!

 

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