João Vitor deixou boa impressão no primeiro jogo das quartas de final do Campeonato Catarinense, contra o Figueirense | Foto: Arthur Netto/Juventus
João Vitor deixou boa impressão no primeiro jogo das quartas de final do Campeonato Catarinense, contra o Figueirense | Foto: Arthur Netto/Juventus

Apesar da derrota por 2 a 1 para o Figueirense no dia 9 de julho, pelo jogo de ida das quartas de final do Campeonato Catarinense, o Juventus teve uma grata surpresa.

O jovem João Vitor, de apenas 17 anos, entrou aos 40 minutos do segundo tempo e se tornou o primeiro jogador oriundo das categorias de base a ser utilizado pelo técnico Jorginho em uma partida do Estadual.

E apesar do pouco tempo em campo, o atacante deixou uma boa impressão para o treinador, que o levou ao profissional no mês de março após desempenhos destacados em treinos do Sub-20.

Foto: Arthur Netto/Juventus

O garoto natural de Guaramirim mostrou não sentir a pressão de um confronto decisivo e infernizou a defesa do Figueira.

Ao entrar na vaga do lateral-direito Marcos Moser, ele atuou na ponta direita do ataque, se movimentando bastante, aparecendo para o jogo e incomodando os adversários, com marcação pressão, dribles e até uma finalização defendida por Sidão.

Foram cerca de 10 minutos de muita intensidade e demonstrando uma personalidade raramente vista no futebol atual, conforme relatou Jorginho ao final do jogo.

“O João é uma das peças raras que acontecem no futebol. É um menino de 17 anos, mas que parece já ter 22, 23. Estamos em um mundo que isso é raro de acontecer, e essa sua maturidade e qualidade nos deu confiança para colocá-lo no jogo. Ele entrou bem e espero que continue assim para que seja um grande atleta para o futebol brasileiro e para o Juventus”, disse.

Foto: Lucas Pavin/Avante! Esportes

Com contrato de cinco anos junto ao Tricolor, o guaramirense desponta como uma das principais promessas do clube nos últimos anos.

Os primeiros objetivos desde que chegou à equipe já foram alcançados: subir ao elenco profissional e entrar em um jogo oficial.

Agora, a próxima meta é ajudar o time na busca pela classificação à semifinal, que será decidida no dia 28, contra o Figueirense, na capital.

A missão de vencer o alvinegro em seus domínios será árdua, mas se depender da motivação de João Vitor, o Moleque Travesso tem grandes chances de voltar com a vaga na bagagem.

“O grupo sabe que vamos ter que lutar muito para sair de lá classificados, mas o nosso time é de muita qualidade e vemos isso no dia a dia. Estamos confiantes que vamos fazer um excelente trabalho e se Deus quiser sair com a classificação”, destaca.

Trabalho de Jorginho e inspirações no futebol

Os conselhos de jogadores já rodados no futebol que fazem parte do elenco juventino estão sendo fundamentais para João Vitor ganhar seu espaço.

Essa reciprocidade é a mesma com o técnico Jorginho. Se o treinador rasgou elogios ao seu comandado, o próprio jovem atleta destacou o trabalho diferenciado do comandante para se firmar no grupo.

Não tenho nem palavras para descrever como ele (Jorginho) me ajuda no dia a dia, assim como toda comissão técnica. O trabalho está sendo grandioso, conseguindo grandes feitos para o clube. O Jorginho é fera demais”, comenta.

Com ajuda desses profissionais e inspirado em grandes jogadores do futebol mundial como Kaká e o alemão Toni Kroos, o jovem demonstra muita confiança para seguir uma carreira de sucesso nos gramados.

“Eu sou um jogador com uma grande qualidade e com uma vontade ainda maior. Mas tenho muito que evoluir e tenho certeza que vou com toda ajuda que venho recebendo”, declara.

História nos gramados e gratidão familiar

João Vitor tem apenas 17 anos, mas já carrega uma certa bagagem no futebol. Cria da escolinha de futebol do Seleto, de Guaramirim, ele teve passagem pela base de clubes dentro e fora de Santa Catarina.

O primeiro de renome foi o Athletico Paranaense. Após passar em uma peneira, foi monitorado pelo Furacão por dois anos.

Depois, defendeu as equipes catarinenses do Brusque, Avaí e Joinville, antes de chegar ao Juventus, com 16 anos.

Guaramirense na época de Avaí | Foto: Divulgação

Mas as frustrações anteriores, aliado ao início complicado em Jaraguá, devido ao deslocamento diário de Guaramirim feito de ônibus e as despesas que se acumulavam em meio às dificuldades financeiras, o fez desistir do sonho em chegar ao futebol profissional.

Após jogar na várzea por um período, os conselhos de Adriano de Souza, técnico da base tricolor, e o apoio vindo do pai Emerson Prado, mudaram novamente o caminho do guaramirense, que voltou ao Tricolor pouco tempo depois.

“De lá para cá, as coisas vêm dando certo na minha vida de atleta e só tenho que agradecer a todos. Todos me ajudaram muito, mas eu devo tudo ao meu pai. Se estou bem hoje é por ele, que fez as coisas acontecerem na minha carreira”, conta.

Ex-goleiro de futsal na base de Pouso Redondo, Emerson não chegou a trilhar caminho no profissional, diferentemente do filho, que segundo ele, tem totais condições de alcançar um futuro de sucesso no futebol.

“Sempre lutamos para realizar os sonhos dele (João Vitor) e de seus irmãos. E de repente vimos ele entrar em um jogo decisivo do profissional. Vamos continuar o apoiando sempre. Ele tem talento, qualidade e é um menino de ouro”, afirma.

 

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