Foto Arquivo OCP News
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A pandemia de coronavírus cancelou as principais ligas esportivas pelo mundo e grandes eventos como a Copa América e Eurocopa.

Marcada para iniciar no fim de julho, as Olimpíadas de Tóquio 2020 permanecem sem mudanças, porém, a pressão por adiamento ocorre por todos os lados.

A indefinição relacionada aos Jogos vem agitando os bastidores no esporte, mas essa não é a única preocupação de Simone Ponte Ferraz, que sonha em ser a primeira jaraguaense a disputar a competição.

Com o cancelamento de diversos eventos até o mês de maio, o atletismo brasileiro ainda não tem índice definido para as Olimpíadas, fazendo com que os atletas não consigam se eleger para o maior evento poliesportivo mundial.

Foto Divulgação

Na Maratona, por exemplo, nenhuma das três atletas que ocupam as primeiras posições do ranking nacional possui índice, entre elas, está o nome de Simone.

Para piorar a situação, o Comitê Olímpico Internacional (COI) mudou as regras de índice da categoria em relação aos Jogos do Rio de Janeiro em 2016.

Se antes, as corredoras precisavam de um tempo inferior a 2h45min – marca baixada em duas oportunidades por Simone para 2:38 -, agora é necessário bater a marca de 2:29 no naipe feminino.

A representante de Jaraguá do Sul vinha treinando intensamente na altitude da Colômbia para tentar esse novo índice na Maratona de Hamburgo, na Alemanha, em abril, mas a corrida não acontecerá por conta do coronavírus, assim como a Maratona de São Paulo, que seria outra alternativa.

Simone em treino na Colômbia | Foto Divulgação

Última opção dentro do prazo de índice olímpico, o Troféu Brasil foi antecipado para maio e, consequentemente, os campeonatos estaduais que servem como seletiva para competição nacional aconteceriam em abril.

No entanto, a Federação Catarinense cancelou todos eventos estaduais, afetando diretamente a competição nacional.

O COI reconhece que o cenário é sem precedentes, mas não acredita ser momento para decisões drásticas, como um adiamento ou cancelamento das Olimpíadas.

Com isso, Simone Ponte Ferraz viu todas suas certezas se transformarem em dúvida por causa da pandemia do Covid-19.

Esperanças sem competições

Mesmo sem nenhum evento, o COI acendeu a tocha e deu início a trajetória para os Jogos Olímpicos acontecerem.

A Confederação Brasileira de Atletismo (CBAt) e COI ainda não definiram possíveis novos critérios, vistos de forma justa pelos competidores para alcançar a vaga.

No entanto, existe uma saída que traz esperança para Simone e os demais atletas. No caso, são os critérios de pontuação através de um ranking internacional, em que é possível recrutar para os Jogos de Tóquio quem estiver bem colocado.

Foto Divulgação

A matemática é complexa, já que teria que ser levado em conta o número de participação em competições, o nível do evento, colocação final desses candidatos, entre outros fatores.

Evidentemente que as quenianas dominam as 50 primeiras posições do ranking, mas como cada país só pode levar três atletas, o restante das vagas seriam distribuídos entre os países.

Mas, por enquanto, é tudo uma incógnita.

 

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