As últimas semanas na Libertadores foram marcadas por cinco casos de racismo contra torcedores brasileiros. Mas os atos não se limitam a 2022.

Nos últimos seis anos, foram 27 episódios de injúria racial nas competições de clubes organizadas pela Conmebol, segundo levantamento do Estadão.

A grande maioria foi na Libertadores, fora do Brasil e não teve punição da entidade aos clubes. Praticamente metade dos episódios (11) envolveu torcedores de times argentinos.

Só nas últimas semanas houve atos racistas da torcida do River Plate contra a do Fortaleza, em Buenos Aires, do Emelec contra o Palmeiras em Guaiaquil, do Boca Juniors contra o Corinthians em São Paulo, do Estudiantes contra o Red Bull Bragantino também na Argentina e da Universidad Católica contra o Flamengo em Santiago.

Diante dos casos, a Conmebol anunciou nesta sexta-feira (29) que pretende aumentar as punições aos clubes cujos torcedores cometerem esses atos.

“A Conmebol vai promover mudanças nos regulamentos para aumentar e endurecer as punições em casos de racismo. A entidade se compromete também a desenhar e implementar novos programas e ações com o objetivo de encerrar definitivamente este problema do futebol sul-americano”, diz o comunicado da entidade.

O Código Disciplinar da Conmebol prevê multa mínima de US$ 30 mil (cerca de R$ 150 mil) para esses delitos.