Três casos de suicídio ocorreram em circunstâncias diversas recentemente: do DJ sueco Avicii, que sofria de alcoolismo e depressão, e de dois alunos do colégio particular Bandeirantes, de São Paulo, que cometeram o ato em um intervalo de 10 dias.

No Brasil, os casos de suicídio têm crescido: de acordo com o Ministério da Saúde, em 2015, foram 722 mortes entre adolescentes de 15 a 19 anos, sendo a segunda maior causa de morte de jovens.

Boa parte dos suicídios nessa faixa etária são decorrentes do bullying. Ana Beatriz Brandão é uma jovem de 18 anos que passou por esse problema e o levou como lição para a vida.

Isolada no colégio, Ana se refugiou na literatura e hoje é uma escritora prodígio com mais de 20 livros escritos no repertório e quatro publicados, sendo seu último lançamento “A Garota das Sapatilhas Brancas”, obra que entrou na lista da Veja de mais vendidos.

Em suas histórias, Ana representa praticantes e vítimas deste fenômeno nos personagens, com base nas suas experiências do colégio.

Seu sonho era viver em um mundo cercado de magia. Ela descobriu que era possível tornar isso realidade através da leitura quando conheceu O Pequeno Príncipe, aos cinco anos de idade.

Aos treze anos, descobriu que contar histórias era sua paixão e desde então escreveu diversos livros, entre eles O Garoto do Cachecol Vermelho, Sombra de um anjo e Caçadores de almas.

Agora, quer continuar contando suas histórias para todos aqueles que, como ela, acreditam que os livros são a melhor forma de tocar o coração das pessoas e mudar suas vidas.

A autora atualmente palestra em escolas e incentiva os alunos a dialogarem sobre o tema e, como ela, a encontrarem o caminho da superação do bullying. Ana Beatriz, através dos livros, já participou das Bienais de São Paulo e Rio de Janeiro, além de diversos eventos literários.

O romance “O Garoto do Cachecol Vermelho”, que recentemente chegou à sexta edição, traz um personagem portador de Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA), patologia degenerativa e sem cura.

Ana também contribui com instituições relacionadas à doença através da doação de seus direitos autorais. E, para completar, a escritora ficou em 2º lugar no Prêmio Amazon na categoria Melhor Livro de Literatura Jovem, no qual foi a única brasileira classificada.

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