Post publicado originalmente em 22/04/2016
Algumas cidades do Brasil podem parecer algum cantinho perdido da Europa. Isso porque, normalmente, essas cidades foram fundadas por imigrantes - alemães, italianos, portugueses, por exemplo.
E para demostrar que é possível viajar para a Europa mesmo sem sair do País, o site Skyscanner reuniu 10 cidades brasileiras que parecem destinos europeus. Da nossa região, Pomerode e Blumenau aparecem na lista!

Gramado (RS)

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Cercada por muitas hortênsias e grandes araucárias, e com as montanhas e a vegetação exuberante da Serra Gaúcha ao fundo, a charmosa Gramado, situada a cerca de 120 km de Porto Alegre, transporta os seus visitantes para uma viagem pela Europa.
Além do clima frio típico de serra, com as temperaturas abaixo de zero e até geadas que deixam as ruas e a vegetação esbranquiçadas no auge do inverno, as construções exibem uma bela arquitetura ao estilo bávaro.
Colonizada por imigrantes alemães e italianos, a cidade herdou influências europeias que podem ser percebidas não só nas fachadas, mas também na gastronomia dos sofisticados restaurantes que espantam o frio com deliciosas sequências de fondue.

Blumenau (SC)

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Fundada por colonos alemães, a cidade de Blumenau é uma viagem à Alemanha em pleno sul do Brasil – arquitetura, costumes e biótipo dos cidadãos não deixam enganar. Para respirar um pouco dessa atmosfera, basta caminhar pela Rua XV de Novembro e observar as fachadas dos prédios, como a Prefeitura de Blumenau, o Teatro Carlos Gomes e a Catedral de São Paulo Apóstolo.
E para sacramentar a presença alemã na cidade, é aqui que acontece a segunda maior Oktoberfest do mundo, perdendo apenas para a de Munique. São 17 dias de muitos desfiles, música e, é claro, cerveja.

Pomerode (SC)

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Belas casinhas de madeira em estilo enxaimel, calçadas ajardinadas, ruas hermeticamente organizadas, louros altos falando um idioma esquisito e, muita, muita cerveja! Em nenhum outro lugar do país você vai se sentir tão alemão. Localizada no Vale Europeu Catarinense, a 30 km de Blumenau, a pequena Pomerode preservou cultura e tradições germânicas a ponto de ser considerada “a cidade mais alemã do Brasil”.
Os traços culturais de seus colonizadores estão por toda parte: na arquitetura, no artesanato, na culinária, nos jardins bem cuidados, na organização, nas festas típicas, nos costumes e, sobretudo, no cotidiano de seus próprios habitantes – 85% dos quais, absolutamente proficientes na língua de Goethe. Digamos, uma ida à Alemanha sem passaporte.

Morretes (PR)

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Cercada pelo verde da natureza, a pequena cidade histórica de Morretes, a 70 km de Curitiba, é ideal para um dia de passeio. O centro histórico é composto por casarões e igrejas de arquitetura colonial portuguesa proveniente do século XIX, que enfeitam a cidade, juntamente com as ruas estreitas e de paralelepípedo.
A dica gastronômica por aqui é provar o barreado, prato típico do Paraná. Essa iguaria, à base de carne e farinha de mandioca preparadas durante horas em panela de barro, costuma ser acompanhado de arroz e banana.
O passeio mais tradicional é pela Estrada de Ferro Morretes-Curitiba, considerado um dos percursos de trem mais bonitos do Brasil. Durante o trajeto pela Serra do Mar, algumas atrações naturais se destacam, como o cânion Garganta do Diabo e a cachoeira Véu de Noiva.

Campos do Jordão (SP)

campos do jordão
Conhecida como “Suíça brasileira”, em virtude do clima frio e da arquitetura de influência europeia, especialmente suíça e alemã, Campos do Jordão, a 170 km de São Paulo, é a queridinha do inverno paulista.
Em razão de o turismo ser sua principal atividade econômica, Campos do Jordão conta com uma infraestrutura ampla e de alta qualidade, como no bairro Vila Capivari, área nobre da cidade, onde estão concentrados bares, restaurantes e lojas.
Outras atividades, como caminhadas pelos parques e passeios de teleférico, colocam o visitante em contato com a natureza e tornam a cidade um destino ideal para quem quer curtir o inverno.

Holambra (SP)

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Colonizada por holandeses após a Segunda Guerra Mundial, a pequena cidade no interior paulistano, distante 130 km da capital paulista, oferece aos visitantes uma experiência semelhante ao do país europeu, sobretudo por sua arquitetura – na cidade há até mesmo um moinho, o Moinho Povos Unidos, exatamente igual aos holandeses – e por sua gastronomia – cujos destaques são pratos como joelho de porco, purê de maçã e torta de maçã.
Holambra também se destaca por sediar, em setembro, a Expoflora, a maior exposição de flores e plantas da América Latina e que, a cada ano, atrai milhares de visitantes. Além dos pavilhões de flores, outras atrações, como danças típicas holandesas e parque de diversões, completam o evento.

Petrópolis (RJ)

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Todo imperador que se preza tem uma cidade para chamar de sua. D. Pedro II, que não era bobo nem nada, construiu uma no alto da montanha para fugir do verão carioca e curtir uma brisa mais europeia.
Petrópolis (Petrus+Pólis, a cidade de Pedro) foi inicialmente erguida por braços de colonos alemães. Depois vieram franceses, italianos, ingleses, suíços, entre outros. Com o Imperador, boa parte da alta corte luso-brasileira veio a reboque e fez dela a sua morada de veraneio em luxuosos palacetes inspirados em construções da aristocracia europeia.
A apenas 65 km do Rio de Janeiro, a Cidade Imperial é um destino de valor histórico inestimável. Herdeira de um patrimônio arquitetônico sem igual, tem inúmeras atrações culturais e uma atmosfera germano-tupiniquim singular. Hospeda anualmente uma série de eventos típicos de seus colonos, entre eles a Baunerfest, segunda maior festa alemã do Brasil.

Penedo (RJ)

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A história deste distrito de Itatiaia, no estado do Rio de Janeiro, é bem singular. Nasceu de uma utopia do finlandês Toivo Uúskallio que, ao receber um "chamado divino” para rumar às terras longínquas do Sul, veio instalar-se no Vale da Paraíba. Em 1929, comprou a Fazenda Penedo e fundou uma comunidade naturalista vegetariana para “viver em harmonia com a natureza tropical”.
No meio do caminho entre Rio e São Paulo, a colônia cresceu e recebeu centenas de finlandeses até os anos 40. Muitos permaneceram e com eles seus costumes e tradições. Hoje Penedo é a única colônia finlandesa do Brasil e ir até lá é conhecer um pouco mais sobre essa cultura.
Vilas finlandesas, casas de chocolate caseiro, lojas de artesanato e pousadas charmosas no estilo escandinavo permeiam o centro turístico do local, que acabou descobrindo também sua vocação para o ecoturismo. Afinal, cercada de jardins floridos e belas araucárias, Penedo está aos pés de um dos maiores santuários ecológicos brasileiros: o Pico das Agulhas Negras.

Monte Verde (MG)

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No sul de Minas Gerais, a 1.500 metros de altitude e em meio aos cenários verdes compostos por araucárias centenárias, pinheiros, eucaliptos e trilhas que descortinam belas cachoeiras, Monte Verde é mais um destino brasileiro que exibe influências da Europa.
A região é um distrito da cidade de Camanducaia e, além do clima frio que deixa os termômetros da cidade no negativo, tem uma atmosfera europeia que se intensifica com os casarões em arquitetura ao estilo alpino, herança dos primeiros imigrantes, vindos da Letônia. O paladar também acompanha a viagem, nos restaurantes que reproduzem a gastronomia do “velho mundo”.

Garanhuns (PE)

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Localizada no interior de Pernambuco, a 240 km de Recife, Garanhuns difere e muito do estereótipo nordestino. Conhecida como “A Suíça brasileira” – assim como Campos do Jordão, em São Paulo – a cidade respira ares europeus não só na sua arquitetura, mas em seu cotidiano. As flores que embelezam suas ruas, praças e parques, impecavelmente limpos, convidam para um passeio descompromissado.
São paradas imperdíveis o Parque Ruber Van Der Linder, o Parque Euclides Dourado, a Fonte Luminosa da Praça Souto Filho, o Cristo do Magano (ponto mais alto da cidade, a 1.030 m de altura) e o Relógio das Flores. E há ainda o Festival de Inverno de Garanhuns. Sim, um festival com temperaturas que chegam a 5°C, em pleno agreste nordestino.
Fonte: Skyscanner