Fotos divulgação
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Para quem busca cores, formas e texturas para preencher o olhar, Orelhada reuniu informações de três exposições que inauguraram em Joinville nos últimos dias e uma quarta que abre neste dia 7. Claro, sem contar que o Museu de Arte (MAJ), a Galeria Victor Kursancew e o Instituto Juarez Machado também seguem tendo muito o que mostrar.

A Casa 97 abriga “Igrejas e Moinhos Catarina” (abaixo), do arquiteto e artista plástico concordense Rudi Scaranto Dazzi. Até 24 de março, o público confere a série de aquarelas, nas quais Dazzi utiliza cores, formas e traços para retratar pequenas igrejas, capelas e moinhos de Santa Catarina, desvendando através do olhar esses locais tão cheios de história.

“A arquitetura sempre teve seu forte papel no resgate da história dos povos. Valorizar esses elementos arquitetônicos é uma forma de resgatar a memória e a identidade de um povo, pois um povo sem memória é, fatalmente, um povo sem história”, diz o artista.

Já no Garten Shopping, está em cartaz até 28 de fevereiro ”Além da Realidade” (abaixo), do artista Jesus Alves, paulista radicado há anos em Joinville. São 15 telas que apresentam temas ligados a Joinville e região, como a rua das Palmeiras e a Estrada Bonita, interpretadas pela técnica do Impressionismo, onde o artista ressalta sua obra através da impressão da luz, das cores e dos movimentos livres das pinceladas para criar efeitos óticos.

Também no Garten Shopping, só que no espaço Garten Mais, Wilson Lamberto Doin – um dos mais conhecidos artista de Joinville, responsável por obras em vários prédios públicos e privados da cidade - passa o mês com a exposição “Fio Condutor da Cor" (abaixo). Com estilo figurativo abstrato, ele baseou-se na leveza das cores e formas de paisagens para desenvolver as 40 telas, 15 esculturas e mais de 100 desenhos que formam a mostra.

Por fim, a galeria do Sesc recebe nesta quinta (7), às 20h, "Desenhos Contemporâneos” (foto no alto), que traz o artista uruguaio Diego de Los Campos de volta à Joinville, onde já expôs em diversas ocasiões. Com curadoria de Anna Moraes, a mostra apresenta aguadas de nanquim sobre papéis que compõem os cinco desenhos da série.

Desdobramento de trabalhos anteriores, ela apresenta formas mais imprecisas que jogam com dualidades e se encontram em um meio-termo de desenho-pintura, traço-mancha, forma-fundo e retrato-paisagem. Além disso, os desenhos interrogam questões do sercontemporâneo e da sociedade atual – tema não só recorrente, mas habitual na produção do artista. A exposição fica até 22 de março.