Uma das alternativas para desafogar sistema, é ampliar uso de tornozeleira eletrônica | Foto: Divulgação

Uma das alternativas para desafogar sistema, é ampliar uso de tornozeleira eletrônica | Foto: Divulgação

Sempre quando algum ativista pró-bandido começa a falar sobre pesquisas referentes a segurança pública, as primeiras abobrinhas que soltam é a defesa do desencarceramento.

Ou seja, defendem que os marginais, criminosos da sociedade, merecem viver livres iguais andorinhas no verão, como se não representassem risco para a sociedade, tudo por que o presidio está cheio e não cabe mais ninguém.

Oras, sabemos que está cheio, e que isso dificulta a vida dos agentes, agora, é igual coração de mãe, sempre tem como acomodar mais alguém. Ou pelo menos deveria ter, mas, não é o que está ocorrendo em algumas cidades catarinenses.

Nos últimos meses, há notícias de pelo menos seis presos soltos por faltas de vaga, sim, como está cheio, vocês respondam em liberdade, e se fizerem de novo nem se estressem pois vai continuar cheio e vocês soltos. É mais ou menos esse o recado. Aí eu te pergunto, qual o medo que esse detento vai ter de cometer um crime, sabendo que nada vai lhe acontecer?

Não precisa de muito para achar notícias a respeito na internet. A menos de um mês, um foragido da Justiça que havia sido recapturado pela polícia foi solto por falta de vagas em Biguaçu. O homem de 31 anos tinha um mandado de prisão por furto e roubo e acabou liberado após ser autuado pela Polícia Rodoviária Federal (PRF).

Na abordagem ele se identificou com nome falso e foi levado para a central de polícia em São José e em seguida à Polícia Federal, na Capital, de onde foi transferido à penitenciária da Capital, onde um agente do Deap comunicou que o espaço estava com lotação máxima e havia a determinação para não receber mais detentos.

Os policiais passaram outras quatro horas tentando achar uma acomodação para o pobrezinho, mas não conseguiram e por não caber à Polícia Rodoviária Federal a custódia de pessoas presas, conforme orientação da Consultoria Jurídica da União, o homem foi colocado em liberdade.

Em março foram duas situações do gênero, sendo um homem solto por falta de vagas no presídio de Florianópolis e outro homem de 24 anos de Imbituba, condenado a 11 anos e sete meses de prisão liberado por falta de vagas na unidade prisional avançada local.

Ah William faz tempo, bom, no último dia 10, três presos, dois ligados a uma facção criminosa e um preso por furto, ficaram aguardando por liberação de vagas no sistema prisional dentro de uma viatura da Polícia Civil em frente ao Presídio Regional de Mafra, por oito horas, até que o juiz de plantão decidiu pela soltura dos detidos.

Entre os anjinhos, dois que foram detidos em flagrante por tráfico de drogas têm 18 e 23 anos e outro, de 50 anos, preso por furto, já havia sido detido ao menos outras cinco vezes pelo mesmo crime.

Todos eles deveriam ter permanecido na cadeia, até por que, um deles com histórico de furto inclusive tinha arrancado a tornozeleira eletrônica, descumprindo uma medida anterior da Justiça.

Resumidamente, é um tapa na cara da sociedade, ou se abrem mais vagas, ou mais do mesmo vai acontecer, o que é insustentável. Até quando o sistema prisional vai ser essa pindaíba?

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