Desde o início da pandemia, muito tem-se falado a respeito da Cloroquina e de sua variante a Hidroxicloroquina. Por ser utilizado contra a Malária, vários estudos foram aplicados a este fármaco como possível tratamento da Covid-19, gerando muita polêmica em torno disso.

A OMS encerrou no dia 4 de julho, em definitivo, o estudo com a Hidroxicloroquina para tratamento da Covid-19. A Sociedade Brasileira de Infectologia também publicou um informe no dia 30 de junho de que não há benefício na utilização para o Covid-19.

Mas, afinal, devemos então virar as costas para esta medicação e não utilizarmos mais?

Para tratamentos reumatológicos a resposta é: jamais. A Hidroxicloroquina, segundo a Sociedade Brasileira de Reumatologia, por ser um medicamento utilizado há muito tempo, o seu perfil de segurança é conhecido.

As reações colaterais mais comuns são relacionadas ao trato gastrointestinal, como desconforto abdominal, náuseas, vômitos e diarreia, porém também podem ocorrer toxicidade ocular, cardíaca, neurológica e cutâneas.

O que tem-se notado é que essa exposição dos efeitos colaterais pela mídia, gerou uma preocupação em pacientes reumatológicos, principalmente os pacientes com Lúpus. É muito importante frisar que os efeitos colaterais são minimizados e até mesmo inexistentes, devido na consulta médica avaliar-se os fatores de risco antes de receitar a medicação.

Para a Covid-19, ainda o melhor é a prevenção, os casos estão aumentando e é importantíssimo tomarmos todos os cuidados, como lavar as mãos frequentemente, usar álcool em gel, máscara e o distanciamento social. Mas, para os casos reumatológicos em que se foi recomendado o tratamento com Hidroxicloroquina, por favor, não pare, continue seu tratamento, para o seu próprio bem.

Artigo elaborado pela Reumatologista Dr.ª Sheron Zamboni. Coordenadora e Preceptora em Clínica Médica da Universidade Estácio de Sá; Preceptora dos residentes de Clínica Médica da Associação Hospitalar São José; Possuí residência Médica em Reumatologia no Hospital Nossa Senhora da Conceição de Porto Alegre e residência Médica em Clínica Médica pela Associação Hospitalar São José; Graduada em Medicina pela Universidade da Região de Joinville