Na semana que passou o raivoso presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), em claro sinal de insatisfação com o que vem ocorrendo no Brasil que quer o caminho do bem, e talvez também pelo fato de que o seu sogro e ex-ministro do governo Temer (que teve a prisão decretada), Moreira Franco (MDB-RJ), tenha também sido preso por ordem do juiz federal Marcelo Bretas, reverberou em claro sinal de chantagem que poderia ser rotulada de “criminosa”, que o pacote que visa combater a criminalidade no país, e que foi enviado pelo ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro, “não constitui prioridade para o país e que, portanto, não entraria na pauta da Câmara dos Deputados”.

Em afronta e total desrespeito a um ministro de Estado, chegou a dizer que o projeto do ministro Moro era um “copia e cola” de uma proposta do ex-ministro da Justiça Alexandre de Moraes, hoje ministro do STF.

A postura do deputado Rodrigo Maia em dizer que não vê prioridade à tramitação no projeto anticrime flerta com a criminalidade e faz muito bem apenas à horda de bandidos e criminosos que matam, estupram, roubam, vilipendiam e usurpam a nação brasileira, que já não suporta mais ouvir falar no caso Marielli enquanto convive com o assassinatos também de crianças, jovens e adultos, de todas as “cores”, de todas as classes sociais, de todos os níveis de instrução, de todas as ideologias.

Se é importante saber quem mandou matar a Marielli (que ninguém conhecia antes de ser morta) e também o seu motivo, mais importante do que isso é saber o que os nossos representantes estão fazendo para evitar que também milhares de pais de família, trabalhadores, homens e mulheres de bem, ricos ou pobres, héteros, gays, transgêneros, brancos, pardos, negros e amarelos, morram diariamente sem que tais perguntas (quem matou? Quem mandou? Qual o motivo?) fiquem sem resposta.

O deputado Rodrigo Maia representa o que de pior existe na política brasileira, pois não quer entender que estamos vivendo em outra dimensão e que já não se admite mais a falta de atitude positiva nas ações dos nossos representantes.

Rodrigo Maia está tendo uma atuação medíocre e suas atitudes são manifestadas pelo “fígado”, assemelhando-se a um reizinho que pensa que é maior do que o seu próprio reino.

Ocorre que o deputado Rodrigo Maia não é um soberano (embora se porte como tal), e está de costas para a grande parte da população brasileira. O que ele está fazendo em relação ao pacote anticrime proposto pelo governo federal é uma chantagem criminosa.