O presidente da Câmara de Vereadores de Florianópolis e agora pré-candidato a deputado federal, Guilherme Pereira (MDB), tem uma rara habilidade no meio político: é especialista em dar bola fora. Impressiona sua capacidade de errar o “timing” das decisões, geralmente provocando ainda mais desgaste a toda a Casa.

A mais recente é a polêmica de aumentar de 10 para 12 o número de assessores por parlamentar e de R$ 20 mil para 23 mil a verba de cada gabinete, num custo superior a R$ 1 milhão.

Justo no momento em que o país volta a mergulhar na crise econômica, agora ainda mais aguda por conta da greve dos caminhoneiros e diante das incertezas do mercado no curto prazo.

Ano passado Pereira foi o vereador com maior número de faltas nas sessões ordinárias. No mesmo ano também decidiu por conta arquivar a CPI do Aniversário da Cidade, contrariando parecer da procuradoria da Câmara.

E para, digamos, fechar 2017 com chave de ouro, lançou edital para a compra de três carros de luxo para a frota do Parlamento. Em dezembro, após muita pressão, foi convencido a desistir da licitação por conta da repercussão negativa.

Aí surge esta proposta, completamente estapafúrdia e fora de hora, tratando sobre o aumento do número de assessores e verba para cada gabinete.

Alguém com mais experiência precisa colar em Gui Pereira, como ele é conhecido, e informa-lo que a Mesa Diretora do Legislativo não pode ser confundida com a organização da sua Peixada.