Mesmo com a queda nos investimentos mundiais em bens de capital causada pela pandemia do novo coronavírus, a WEG surpreende: a empresa está entre as dez companhias nacionais que mais cresceram em meio à crise.

Os papéis da multinacional jaraguaense mais que dobraram de valor depois de atingir um piso de R$ 26,47 no início da pandemia, em março.

No começo desta semana, as ações estavam cotadas a R$ 55,03, com um crescimento de 107,3%, em alta histórica. Este é o maior valor da empresa, que acumula um valor de mercado de R$ 115,47 bilhões.

A WEG foi beneficiada pelo câmbio este ano, com alta histórica do dólar, grande parte de suas operações são internacionais.

No entanto, não é só uma vantagem no câmbio que explica o sucesso.

A empresa conta ainda com presença em vários países, muitos dos quais tiveram sucesso em reduzir impactos da pandemia do novo coronavírus e atua em vários segmentos além dos bens de capital.

Estes fatores fizeram da gigante jaraguaense uma aposta garantida. A companhia atua em quatro grandes segmentos: industrial e eletrônico, energia, tintas e vernizes e motores para uso doméstico (piscina e geladeira, por exemplo).

Historicamente, o setor doméstico é o que reage mais rápido a alguma mudança na economia.

A empresa tem feito investimentos em inovação e em indústria 4.0, com várias aquisições no setor nos últimos meses, além de participar de vários projetos de eletrificação de veículos - incluindo um voltado a área aeronáutica.

Em meio a pandemia, a WEG também mudou seu foco para dar início a produção de respiradores artificiais e firmou um contrato para o fornecimento de um total de 500 ventiladores pulmonares, comprados pelo governo de Santa Catarina para o enfrentamento à Covid-19.

A unidade química também foi reestruturada para a fabricação de álcool em gel e álcool 70% para desinfecção de ambientes.

Além da WEG, estão na lista empresas como Natura, B2W, Americanas, Klabin, B3, Via Varejo (da rede de lojas Casas Bahia), Minerva, Marfrig e Magazine Luiza.

Boletim Focus

A previsão do mercado financeiro para a queda da economia brasileira este ano foi ajustada de 6,50% para 6,10%.

A estimativa de recuo do Produto Interno Bruto (PIB) – a soma de todos os bens e serviços produzidos no país – está no boletim Focus, publicação divulgada todas as semanas pelo Banco Central (BC), com a projeção para os principais indicadores econômicos.

Para o próximo ano, a expectativa é de crescimento de 3,50%, a mesma previsão há sete semanas consecutivas. Em 2022 e 2023, o mercado financeiro continua a projetar expansão de 2,50% do PIB.

As instituições financeiras consultadas pelo BC aumentaram a projeção para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de 1,63% para 1,72%, neste ano.

Para 2021, a estimativa de inflação permanece em 3%, há quatro semanas consecutivas. A previsão para 2022 também não teve alteração: 3,50%. Para 2023, a estimativa passou de 3,42% para 3,25%.

A projeção para 2020 está abaixo do piso da meta de inflação que deve ser perseguida pelo BC.

A meta, definida pelo Conselho Monetário Nacional, é de 4% em 2020, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo.

Ou seja, o limite inferior é 2,5% e o superior, 5,5%.

Duas rodas discute estratégias

Estratégias para recuperação e crescimento das indústrias e de transformadores em meio às mudanças provocadas pela pandemia serão palco de debates em um evento on-line e gratuito que será promovido, a partir do dia 13 de julho, pela multinacional Duas Rodas, líder nacional na fabricação de aromas e ingredientes para a indústria alimentícia.

Profissionais de relevância em suas áreas de atuação, reconhecidos internacionalmente, explorarão diferentes olhares de temas de impacto para empresas de alimentos e bebidas hoje e no pós-Covid durante a programação do DR Tá na Mesa - Oportunidades em Meio às Mudanças, que será distribuída em 7 momentos distintos entre os dias 13 e 16 e 20 e 22 de julho.

Católica promove debates

Nesta semana, entre os dias 13 e 16 de julho, a Católica SC promoverá oito lives com um time de especialistas do mundo corporativo.

O objetivo do “Pós Expediente” é reunir grandes nomes do mercado para bater um papo sobre novidades e tendências.

Dentro os ministrantes, estão o publicitário Karlan Muniz, da PUCPR; e Daniel Marteleto Godinho, da Weg.

A participação no evento on-line é gratuita mediante inscrições online. A transmissão será via YouTube.

Mel tem alta na produção

Premiado e reconhecido como um dos melhores do mundo, o mel de Santa Catarina continua de excelência na safra 2019/2020. Saborosa e em maior quantidade, a produção atual já é considerada acima da média e deverá superar as 6,5 mil toneladas.

Em 2018/2019 foram colhidas cerca de 5,8 mil toneladas.

A estimativa é apontada pelo levantamento feito pela Epagri e Federação das Associações de Apicultores e Meliponicultores de Santa Catarina (Faasc) junto aos produtores do estado.

SESI e SENAI lançam cursos

O SESI e o SENAI em Santa Catarina, entidades da Federação das Indústrias de Santa Catarina (Fiesc), estão com inscrições abertas para 16,5 mil vagas em cursos de educação profissional em todas as regiões do estado.

São 561 opções de programas de formação para o mundo do trabalho, incluindo capacitações de curta duração (de oito a 480 horas), Educação de Jovens e Adultos (EJA), cursos técnicos (de 800 a 1,8 mil horas), cursos superiores (de 1,85 mil a 4,17 mil horas) e pós-graduação (360 horas).

 

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