Foto Alo Noticias

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Com a descrença em torno da política e até mesmo nas instituições, a campanha deste ano será um desafio ainda maior para os candidatos.  Na fala dos presidenciáveis, ontem na Fecam, além de propostas para melhorar a economia, muito se ouviu sobre a necessidade do brasileiro recuperar a esperança.

A fala repetida leva em conta a pesquisa Datafolha que revelou o crescimento do pessimismo em relação à economia e da tendência de um recorde de eleitores dispostos a anular o seu voto. Foi um retrato de um país em desalento que até os candidatos de oposição ao governo  Michel Temer (MDB) tentam pintar diferente.

O risco de uma opção pelo radicalismo é sempre maior com o desencanto da população que tem em mãos a possibilidade de construir um futuro melhor, mas já não acredita em nada e nem está disposta a ouvir promessas.

Outro ponto repetido em diversas falas dos presidenciáveis foi para o perigo da judicialização do Brasil. Aldo Rebelo (Solidariedade) chegou a afirmar que quem manda nos municípios hoje é o promotor e, no país, um juiz de primeira instância.

Ciro Gomes (PDT) foi outro a abordar o tema. Elogiou o combate à corrupção, disse que hoje a maioria do Congresso está envolvida com desvios, mas defendeu que é preciso também mostrar os bons exemplos sob o risco de aumentar o flerte com saídas antidemocráticas. “Para cada prefeito corrupto existe uma dezena de honestos”.

Rebelo resumiu o complexo do espírito de vira-lata dizendo que ao contrário do norte-americano, que conta a história do país pelos episódios de sucesso, o brasileiro constrói a trama nacional em cima dos fracassos.

Outra unanimidade nos discursos dos pré-candidatos foi a necessidade do próximo presidente do país iniciar janeiro de 2019 tocando as reformas como a previdenciária, a tributária e a política. Cada um deles tem um desenho do que precisa mudar. Por isso, acompanhar os debates nos próximos quatro meses é tão fundamental.

Mostrando números

O prefeito de Jaraguá do Sul levou a Florianópolis exemplares da sua revista de prestação de contas. Aproveitou a oportunidade e entregou o material ao pré-candidato do MDB à Presidência, o ex-ministro Henrique Meirelles.

Jair Bolsonaro ignora eleitores

Não veio. Líder nas pesquisas sem Lula, Jair Bolsonaro (PSL), parece não se importar muito em mostrar suas propostas aos eleitores.  Além de não participar das sabatinas, perdeu a oportunidade de falar aos prefeitos catarinenses.

Alckmin diz que pesquisas só valem depois do início da campanha

Comentando os resultados das pesquisas eleitorais, Geraldo Alckmin (PSDB), afirmou que faltando quatro meses para o pleito e sem a campanha ter iniciado os levantamentos têm pouca relevância. Citou o caso de Tocantins que há duas semanas teve eleição e nem o primeiro e nem o segundo colocado nas pesquisas chegaram ao segundo turno.

Para o tucano, após a formação de alianças, indicação de vice e início da campanha é que se terá uma ideia da real força de cada concorrente.  O deputado estadual Vicente Caropreso, o senador Paulo Bauer e o ex-prefeito de Blumenau Napoleão Bernardes acompanharam a agenda de Alckmin.

Eles foram

Prefeitos de Jaraguá do Sul, Antídio Lunelli (MDB), e de Corupá, João Carlos Gottardi (PP), prestigiaram os presidenciáveis. O deputado Carlos Chiodini (MDB) chegou para acompanhar a fala de Henrique Meireles (MDB). Udo Wagner (PP), Emanuela Wolff (MDB), Argos Burgardt (MDB) também estavam.