O governador eleito de Santa Catarina, Carlos Moisés da Silva, tem 51 anos, nasceu em Florianópolis, se formou e fez mestrado em Direito na Unisul onde também foi professor. Concluiu o Curso de Formação de Oficiais da Academia da Polícia Militar em 1990.

Atuou como coordenador regional de Defesa Civil no Sul do Estado, trabalhou como corregedor-adjunto do Corpo de Bombeiros Militar e na Secretaria de Justiça e Cidadania. Atualmente, é advogado e coronel de reserva do Corpo de Bombeiros e está prestes a se mudar para a Casa d’Agronômica.

Comandante Moisés, nome que consta no registro da candidatura, chegou ao posto mais alto da política do Estado sem nunca antes ter concorrido a um cargo eletivo.

De completo desconhecido no meio político, é ele hoje quem dá as cartas e quem ditará os rumos da administração pública pelos próximos quatro anos.

Filiado ao PSL no início deste ano, Moisés tinha apenas 1% das intenções de voto nas primeiras semanas de campanha. No último domingo, porém, tornou-se protagonista ao fazer 2.644.179 votos (71,09% dos válidos), contra 1.071.406 (29,72% dos válidos) de seu adversário Gelson Merisio (PSD).

Foi o mais votado da história, impulsionado pela onda da mudança e pelo tsunami Bolsonaro.

O coronel da reserva já garantiu que não irá interferir na atuação dos Bombeiros Voluntários e também tem ressaltado que cortará “consideravelmente” o número de cargos e secretarias.

Nessa entrevista à coluna, disse que tratará a 280 como prioridade, ao lado do presidente eleito Jair Bolsonaro e, entre outras coisas, afirmou acreditar que o novo momento político será especialmente bom para Santa Catarina. Confira!

Quais devem ser as principais ações do seu governo?

Nossa proposta é de um governo suprapartidário, com gestão programática, visando atender a todos os anseios da sociedade.

 

Vemos como prioritário e necessário adotar a extinção de todas as agências de desenvolvimento regional (ADRs), consideravelmente o número de secretarias de Estado.

 

Assim, iremos atender nosso objetivo principal que é oferecer mais saúde, educação, infraestrutura e segurança para o catarinense.

 

O senhor pretende formar a equipe até quando?

Num primeiro momento vamos analisar, juntamente com a equipe de transição de governo e a equipe do atual governo, a situação real do Estado. Definido isso iremos iniciar a formação da equipe.

Qual deve ser o perfil do seu secretariado?

Vamos manter nossa proposta de um governo despolitizado, priorizando profissionais técnicos específicos para cada secretaria.

O senhor contou com um exército fiel em Jaraguá do Sul. Alguma liderança da região é cotada para sua equipe?

Tanto Jaraguá, quanto as cidades da Região Norte, merecem uma atenção especial em nosso governo pela sua expressividade durante toda nossa campanha eleitoral. Todos os nomes de governo estarão sendo anunciados brevemente e, certamente, iremos olhar todas as potencialidades e valorizá-las.

 O PSL é um partido novo no Estado. Dispõe de nomes preparados, ou existe a possibilidade de manter alguém do atual governo para compor a administração?

Avalio como pouco provável que isso aconteça. O que entendo é que os secretários atuais têm muitas contribuições a dar. E esse conhecimento é um capital também do servidor público que trabalha em cada secretaria.

 

É natural a troca de pessoas de um governo para outro. Excepcionalmente pode acontecer. Mas a tendência é, primeiro, desenhar esse novo modelo de Estado que virá com a reforma administrativa para depois pensar em cargos.

 

Temos nos pautado pela inversão do processo. É enxugar a máquina, conforme prometemos, redesenhar as pastas e só então elencar as pessoas.

Como pretende garantir a governabilidade já que o balcão de negócios em troca de cargos que não existirá?

Acreditamos que quando se governa para o bem de Santa Catarina não há que se fazer distinção entre situação e oposição, este é um rótulo da velha política e não é mais concebido nos dias de hoje.

 

Esperamos que os 40 deputados eleitos na Assembleia Legislativa sejam favoráveis a tudo aquilo que for benéfico ao Estado. Em relação a outras lideranças que já estão anunciando uma oposição, lembrar que o governo ainda nem iniciou e que o processo eleitoral só acontece de quatro em quatro anos.

 

Penso que para o bem de Santa Catarina é necessário que se mude o foco, se vire a página da eleição e se pense em governar para os catarinenses.

Acredita que, pela sua proximidade com o presidente eleito Jair Bolsonaro, Santa Catarina pode, enfim, receber a atenção que merece?

Eu acredito que Santa Catarina, após estas eleições, passa a ser um Estado com grande potencial para ser observado de forma mais atenta pelo nosso presidente.

 

Nossa força e a expressividade que tivemos nas urnas, bem como nossa sintonia entre governo do Estado e União, farão toda diferença sim para que possamos evoluir muito nos próximos quatro anos.

 

Eu acredito que Santa Catarina, após estas eleições, passa a ser um Estado com grande potencial para ser observado de forma mais atenta pelo nosso presidente.

Em que ordem da sua lista de prioridade está o trecho urbano da BR-280, entre Jaraguá do Sul e Guaramirim?

Sei da importância que a BR-280 tem para a região e para o Estado e é por isso que ela não irá passar despercebida pelo nosso governo.

 

Vamos encarar com celeridade estas obras da BR-280, pois sabemos que tem provocado prejuízo para a região, para o Estado e para o país, gerando um gargalo logístico cada vez maior - assim como para outras obras de infraestrutura.

 

Contaremos com o alinhamento político de Jair Bolsonaro, para finalmente, realizar esta importante obra para Santa Catarina.

 

Vamos encarar com celeridade estas obras da BR-280, pois sabemos que tem provocado prejuízo para a região, para o Estado e para o país.

Passadas as eleições, agora governador eleito, que recado gostaria de deixar para os catarinenses?

Primeiro preciso agradecer os votos de mais de 2,6 milhões de pessoas, uma marca jamais alcançada antes. Nossa responsabilidade aumenta muito com essa votação tão expressiva. Vou governar para todo o Estado de Santa Catarina.

 

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