Embora a visita ilustre de ontem tenha sido do ministro da Saúde, Ricardo Barros, quem chamou a atenção pelo conteúdo do discurso foi o empresário Vicente Donini, presidente do Conselho do Hospital São José. Donini lembrou rapidamente a história da unidade, da transição do modelo de gestão, das irmãs franciscanas até chegar ao controle da associação empresarial, e deixou um recado às autoridades públicas do que muito mais do que falta de dinheiro, o Brasil enfrenta um problema, especificamente na saúde, de falta de justiça na aplicação das verbas. Donini elogiou o SUS e disse que sim – e sempre- é possível fazer mais com menos. Ao agradecer a visita, o empresário pediu atenção especial ao ministro para os atrasos nos repasses dos serviços extra-teto, o governo federal deve R$ 7,5 milhões ao São José, reivindicou o reajuste dos valores da tabela do SUS, e rapidez no credenciamento da unidade para realização de transplantes de rim, fígado, pâncreas e córnea. O modelo de gestão privada de um hospital que atendeu no ano passado 89% dos pacientes do pronto socorro pelo SUS será levado ao Estado por Donini, através da Fiesc. O objetivo é ajudar a recuperar as unidades de saúde espalhadas por Santa Catarina, a maioria delas, já na UTI. O ministro Ricardo Barros não anunciou nenhum convênio com os hospitais do município, como a coluna já havia adiantado, mas o secretário de Saúde e anfitrião do encontro, Vicente Caropreso (PSDB), está otimista com a possibilidade de repassar pelo menos R$ 500 mil ao mês para custeio dos hospitais da cidade. linha azul Devassa nas contas Caropreso está tendo ajuda de técnicos da Receita Federal, que realizam uma devassa nos contratos e contabilidade dos hospitais públicos do Estado. O problema é claramente demonstrado pelos números, metade do orçamento da saúde em SC – que é de R$ 3,2 bilhões – vai para pagar as despesas de 18 hospitais, que em contrapartida atendem apenas 30% da população. Esta aí um exemplo claro da falta de justiça citada por Donini. linha azul Crédito a quem merece Dos R$ 75 milhões investidos nas obras de ampliação do São José, R$ 40 milhões foram doados por empresários. Donini fez questão de ressaltar a participação das empresas WEG, Marisol, Malwee, Zanotti, Real Vidros, Urbano, Duas Rodas e Mime. Presente no encontro, o deputado federal Mauro Mariani (PMDB) ressaltou este espírito comunitário como o grande diferencial de Jaraguá do Sul. Ele e Amin (PP) também comemoram a liberação de R$ 400 milhões em emendas parlamentares este ano para aplicação na saúde do Estado. linha azul Norte lidera Das dez maiores cidades catarinenses, apenas Jaraguá do Sul e Joinville tiveram o saldo positivo entre abertura e fechamento de empresas. "O número de novos negócios em Jaraguá do Sul é 4,8% a mais que o número de encerramentos. Já em Joinville este saldo é ainda maior, de 23,8%", revela o secretário de Estado do Desenvolvimento Econômico Sustentável , Carlos Chiodini. Foram constituídas 1.752 empresas em Jaraguá do Sul em 2016, 11,5% a mais que no ano anterior, e extintas 1.570. linha azul Reforma aprovada Por unanimidade e depois de um bate boca que quase acabou em agressão, a Câmara aprovou por unanimidade ontem a reforma administrativa proposta pelo presidente Pedro Garcia que prevê a transformação de três diretorias em gerência. A estimativa é de economia de R$ 900 mil em quatro anos. A briga foi causada porque Ademar Winter queria um corte maior. Proposta que foi encarada como oportunismo pelos governistas. linha azul Trabalho dos apenados Sobre sugestão do vereador Anderson Kassner (PP), o secretário Onésimo Sell afirma que desde 2001 os apenados do Presídio Regional prestam serviços diversos na cidade em troca de um salário mínimo. Em Obras, são de 10 a 15 por dia. Eles atuam de quatro a oito horas. O convênio com o governo do Estado está sendo renovado. A ideia do parlamentar é aumentar o número de presos na prestação de serviços. linha azul